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Trump publica vídeo racista de montagem com Obama e Michelle em corpos de macacos
Internacional
Trump publica vídeo racista de montagem com Obama e Michelle em corpos de macacos
Vídeo foi publicado nesta quinta-feira (5)

Foto: Official White House Photo by Daniel Torok
O presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou nesta quinta-feira (5) um vídeo em sua rede social Truth Social mostrando o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. O casal aparece por cerca de um segundo, com os rostos sobrepostos a corpos de macacos, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos EUA.
O vídeo, de pouco mais de um minuto, repete acusações não comprovadas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não aceitou os resultados, envolvendo a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems.
Repercussão e críticas políticas
A publicação gerou reação imediata de políticos e líderes democratas. O deputado Hakeem Jeffries, líder da minoria na Câmara, reagu à publicação de Trump. “Donald Trump é um verme vil, desequilibrado e maligno. Por que líderes republicanos como John Thune continuam a apoiar esse indivíduo doente? Todos os republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, disse. O vídeo circulou amplamente nas redes sociais, reforçando o debate sobre racismo e responsabilidade de líderes públicos. O reforço das acusações de fraude acontece em momento delicado, quando Trump pode perder a pequena maioria que mantém na Câmara e no Senado nas eleições de novembro.
Manipulação eleitoral e gerrymandering
Além das acusações de fraude, especialistas apontam práticas dos republicanos como o “gerrymandering” — redesenho de distritos eleitorais para favorecer candidatos específicos. Isso pode dividir regiões urbanas e com maioria negra em distritos onde passam a ser minoria, enquanto áreas rurais e brancas ganham peso político. Essas mudanças podem influenciar resultados e reduzir a representação de grupos historicamente desfavorecidos, complicando ainda mais o cenário eleitoral.
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