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EUA alertam para que cidadãos deixem o Irã durante negociações nucleares

Internacional

EUA alertam para que cidadãos deixem o Irã durante negociações nucleares

Aviso foi emitido enquanto delegações dos dois países se reúnem no Omã para discutir limites ao programa nuclear iraniano

EUA alertam para que cidadãos deixem o Irã durante negociações nucleares

Foto: Reprodução/Canva

Por: Metro1 no dia 06 de fevereiro de 2026 às 13:42

O governo dos Estados Unidos renovou nesta sexta-feira (6) o alerta para que cidadãos norte-americanos deixem o Irã, no mesmo dia em que delegações dos dois países se reuniram no Omã para negociar limites ao programa nuclear iraniano.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou: "Saia do Irã agora. Tenha um plano para deixar o país que não dependa de ajuda do governo dos EUA. (...) Cidadãos dos Estados Unidos devem esperar a continuidade de interrupções na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por via terrestre em direção à Armênia ou à Turquia".

O governo norte-americano também orientou que seus cidadãos mantenham estoque de alimentos e água, adotem um perfil discreto e acompanhem a mídia local para atualizações de última hora. Em meados de janeiro, diante da iminência de um bombardeio dos EUA em solo iraniano, Washington chegou a usar uma linguagem mais enfática, com o aviso “deixe o Irã agora” em destaque.

O novo alerta ocorre em meio às negociações realizadas em Mascate, capital de Omã, para tentar limitar o programa nuclear do Irã. Apesar do diálogo diplomático, um ataque militar não está totalmente descartado. Isso porque os dois países chegaram à mesa com exigências distintas. Teerã afirma que negocia apenas seu programa nuclear, enquanto Washington diz exigir também o fim do programa de mísseis iraniano e do apoio a grupos armados no Oriente Médio.

Irã e Estados Unidos discutiram, nesta sexta-feira (6), um possível acordo. Segundo uma agência de notícias internacional, a reunião começou pouco antes das 5h, no horário de Brasília. Antes do encontro bilateral, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reuniu com o chanceler de Omã, Sayyid Al Busaidi.

Horas antes das negociações, Araqchi afirmou que o país estava pronto para defender seus direitos e que "entraria na diplomacia com olhos abertos e uma memória firme do ano passado". Ele acrescentou que "os compromissos precisam ser honrados. Igualdade de posição, respeito mútuo e interesse mútuo não são retórica — eles são uma necessidade e os pilares de um acordo duradouro".

O encontro acontece em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao envio de reforços militares dos EUA para a região. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou preferir a via diplomática, mas disse que pode optar por uma ação militar caso não haja acordo.

Washington defende a limitação do alcance dos mísseis balísticos iranianos, o fim do apoio de Teerã a grupos armados e mudanças em questões internas do país. Segundo a Casa Branca, Trump busca “capacidade nuclear zero” do Irã. O governo iraniano, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos, embora Estados Unidos e Israel acusem o país de tentar desenvolver armas nucleares.

Na véspera do encontro, os EUA reforçaram sua presença militar no Oriente Médio. Já a TV estatal iraniana informou que um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr 4, foi posicionado em uma base subterrânea da Guarda Revolucionária. O míssil tem alcance de até 2.000 km e capacidade para transportar uma ogiva de até 1.500 kg.

O aumento das ameaças levou governos da região a buscar a redução da tensão. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse atuar para evitar uma nova escalada no Oriente Médio. Países árabes do Golfo temem que bases americanas em seus territórios se tornem alvos em caso de ataque ao Irã. A Alemanha manifestou “grande preocupação” com uma possível escalada, enquanto a China declarou apoio ao uso pacífico da energia nuclear pelo Irã e criticou ameaças de força e sanções.