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Morte de narcotraficante provoca onda de violência no México e deixa 25 agentes mortos; entenda

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Segurança é reforçada no Palácio Nacional após onda de violência no México
Guardas armados foram posicionados após confrontos desencadeados pela morte de “El Mencho” em operação militar

Foto: Tripadvisor/Reprodução
Guardas armados reforçaram a segurança em frente ao Palácio Nacional, na Cidade do México, nesta segunda-feira (23), um dia após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. Ele foi morto no domingo (22) durante uma operação militar que desencadeou uma onda de violência no país.
Oseguera era apontado como líder do Cartel Jalisco Nueva Generacion, grupo criminoso que atua no tráfico internacional de drogas. Segundo autoridades mexicanas, a ação contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos.
O ministro da Defesa do México, Ricardo Trevilla, disse que as informações que levaram à localização de Oseguera partiram de uma parceira amorosa do traficante. Já o secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, informou que ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional morreram em confrontos no estado de Jalisco.
De acordo com o governo mexicano, uma civil também morreu e 30 suspeitos perderam a vida nos confrontos registrados após a operação. Pelo menos 70 pessoas foram presas em sete estados.
Imagens mostraram incêndios e colunas de fumaça em Puerto Vallarta, destino turístico na costa oeste do México. Farmácias e lojas de conveniência foram incendiadas. A violência, iniciada em Jalisco, se espalhou rapidamente para outras regiões do país.
A presidente Claudia Sheinbaum enfrenta pressão do governo dos Estados Unidos para ampliar o combate aos cartéis, especialmente diante do avanço do fentanil na fronteira. O presidente americano Donald Trump afirmou nas redes sociais que “o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas”.
Os Estados Unidos designaram o CJNG como organização terrorista em fevereiro de 2025. “El Mencho” já havia sido indiciado diversas vezes no país, incluindo acusação em 2022 por conspiração para fabricar e distribuir metanfetamina, cocaína e fentanil para importação em território americano.
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