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Conflito entre EUA e Irã pode afetar exportações brasileiras de milho e soja
Internacional
Conflito entre EUA e Irã pode afetar exportações brasileiras de milho e soja
Milho e soja lideram exportações para o país persa, enquanto fertilizantes estão entre os principais itens importados pelo Brasil

Foto: Pixabay
Os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel ao Irã reacenderam o alerta no agronegócio brasileiro sobre possíveis impactos na relação comercial com o país do Oriente Médio. Em 2025, o Brasil exportou US$ 2,9 bilhões para Teerã, com forte concentração em produtos agrícolas.
O milho lidera a pauta, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, seguido pela soja, que somou cerca de US$ 745 milhões. Juntos, os dois produtos representaram mais de 87% das exportações brasileiras ao mercado iraniano. O país persa foi o quinto principal destino das vendas brasileiras no Oriente Médio no ano passado.
Do lado das importações, o fluxo é menor, mas estratégico. Em 2025, o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões do Irã, sendo quase 79% referentes a adubos e fertilizantes, especialmente ureia, insumo essencial para a produção agrícola.
Na Bahia, o agronegócio tem papel fundamental na economia estadual e também na presença do Brasil no comércio global: o setor respondeu por cerca de 52% das exportações totais do estado em 2024, com vendas que somaram quase US$ 6,1 bilhões, lideradas por soja e outros produtos agrícolas, e colocou o estado entre os principais exportadores do Nordeste e com destinos em mais de cem países.
Essa inserção internacional torna o setor baiano sensível a choques externos, como a atual escalada de tensões no Oriente Médio. Diante do cenário, o setor agropecuário monitora os desdobramentos do conflito, atento a possíveis atrasos nas exportações e ao impacto nos custos de produção.
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