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Israel diz ter matado chefe da inteligência do Hezbollah em ataque em Beirute

Internacional

Israel diz ter matado chefe da inteligência do Hezbollah em ataque em Beirute

Hussein Makled teria sido atingido em bombardeio no Líbano; grupo ainda não confirmou a morte

Israel diz ter matado chefe da inteligência do Hezbollah em ataque em Beirute

Foto: Reprodução/IDF

Por: Metro1 no dia 02 de março de 2026 às 16:25

Militares de Israel afirmaram nesta segunda-feira (2) ter realizado um ataque em Beirute, capital do Líbano, que resultou na morte de Hussein Makled, apontado como chefe do serviço de inteligência do Hezbollah.

Até o momento, não houve confirmação da morte por parte do grupo.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que Makled ocupou diferentes funções no quartel-general de inteligência da organização ao longo dos últimos anos e assumiu a chefia do setor após a morte de seu antecessor, Hussein Hazima, durante a Operação Flechas do Norte, quando também foi eliminado Hashem Safieddine, chefe do conselho executivo do Hezbollah.

Segundo os militares israelenses, Makled era responsável por consolidar informações de inteligência por meio de diferentes ferramentas de coleta de dados, fornecendo avaliações sobre as tropas das IDF e sobre o Estado de Israel ao Hezbollah. Ainda de acordo com a nota, ele mantinha cooperação direta com comandantes do grupo envolvidos no planejamento e execução de ataques contra Israel e seus cidadãos.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que seguirão atuando contra a organização.

Conflito regional

O ataque ocorre em meio à escalada no Oriente Médio. No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ofensivas contra o Irã, em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra países que abrigam bases militares norte-americanas na região, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morreu após os ataques atribuídos a forças norte-americanas e israelenses.

Após a confirmação da morte, o Irã ameaçou promover a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a vingança contra Israel e os Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às ameaças iranianas. “É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, afirmou. No dia anterior, ele já havia declarado que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.