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Petróleo dispara após ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz

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Petróleo dispara após ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz

O local é estratégico para o transporte de petróleo

Petróleo dispara após ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz

Foto: Gallo Images / Copernicus Sentinel 2017/ Orbital Horizon

Por: Metro1 no dia 03 de março de 2026 às 11:11

Os preços do petróleo avançaram com força nesta terça-feira (3), diante do receio de que o conflito no Oriente Médio se intensifique, do anúncio de bloqueio do Estreito de Ormuz e de ofensivas contra estruturas do setor energético. Por volta das 7h34, o Brent para maio registrava alta de 6,70%, cotado a US$ 82,95. O WTI para abril subia 7,30%, a US$ 76,43, enquanto outro contrato da commodity avançava 5,45%, negociado a US$ 81,98.

Na segunda-feira (2), o Irã declarou que o Estreito de Ormuz estaria fechado e ameaçou incendiar embarcações que tentassem cruzar a rota, segundo a imprensa estatal. O comunicado, atribuído ao comando da Guarda Revolucionária, foi descrito como a manifestação mais contundente desde o aviso prévio às embarcações sobre a interdição. A medida foi apresentada como resposta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Apesar disso, a rede americana Fox News informou que o Comando Central dos Estados Unidos nega o bloqueio efetivo da passagem.

O Estreito de Ormuz é estratégico para o transporte de petróleo, ligando grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passa pela rota, considerada essencial para a economia global. Uma eventual interrupção ameaça comprometer o abastecimento internacional e pressionar ainda mais as cotações.

Com a escalada das tensões após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, países da região adotaram medidas preventivas, suspendendo operações de petróleo e gás. No domingo (1), o barril chegou a saltar cerca de 13%, superando US$ 82, maior patamar desde janeiro de 2025. O Catar interrompeu a produção após bombardeios a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua principal refinaria, campos de gás em Israel foram paralisados e explosões atingiram áreas próximas ao maior terminal de exportação iraniano.