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Ataques de Israel ao Líbano deixam mais de 100 mortos e provocam pânico em Beirute
Alertas de evacuação do Exército israelense levaram moradores dos subúrbios do sul da capital a fugir após bombardeios e troca de ataques com o Hezbollah

Foto: Reprodução/TV Globo
Os ataques de Israel ao Líbano já deixaram mais de 100 mortos e os alertas de evacuação emitidos pelo Exército israelense provocaram pânico nos subúrbios do sul de Beirute, capital do país, nesta quinta-feira (5).
Com novos avisos para que a população deixe áreas consideradas de risco e tiros sendo ouvidos, moradores lotaram as ruas e tentaram fugir de carro e a pé.
Em um post na rede social X, um porta-voz militar israelense ordenou que os moradores dos subúrbios do sul se deslocassem para distritos do leste e do norte. Parte da área indicada como de risco fica próxima ao aeroporto de Beirute.
Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde libanês nesta quinta-feira, 102 pessoas morreram e 638 ficaram feridas desde segunda-feira (2), quando os primeiros ataques contra o país foram lançados.
Israel retomou os bombardeios ao Líbano depois que o grupo extremista Hezbollah lançou mísseis e drones contra o território israelense no domingo (1º), em resposta à ofensiva feita pelo país em parceria com os Estados Unidos contra o Irã, aliado do grupo.
A porta-voz militar israelense, Effie Defrin, afirmou que as Forças Armadas de Israel atacaram mais de 250 alvos do Hezbollah em todo o Líbano durante um período de 48 horas.
Nesta quinta-feira (4), o chefe do Hezbollah fez seu primeiro pronunciamento desde que a troca de hostilidades recomeçou. Na TV, Naim Qassem afirmou que o grupo não se renderá “independente dos sacrifícios”.
“O que Israel fez após o ataque com foguetes não foi uma resposta; pelo contrário, foi uma agressão premeditada. Nossa escolha é enfrentá-los com o máximo de abnegação. Não nos renderemos; nos defenderemos com nossas capacidades e nossa fé, não importando os sacrifícios”, afirmou.
A retomada da ofensiva israelense começou com operações militares ao longo da fronteira entre os dois países. Na terça-feira (3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse ter autorizado o avanço de tropas para “assumir o controle de posições adicionais no Líbano”.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira”, afirmou Katz em comunicado.
Pouco depois, o Exército israelense informou que está criando uma “zona-tampão” no sul do Líbano.
“Na prática, o Comando Norte avançou, assumiu o controle do terreno dominante e está criando uma zona de amortecimento, como prometemos, entre nossos moradores e qualquer ameaça”, disse o porta-voz militar Effie Defrin.
As operações ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e equipamentos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano nos últimos dias, o que levanta a possibilidade de uma invasão terrestre nas próximas horas ou dias.
O confronto entre Israel e Hezbollah se soma à guerra no Oriente Médio que se ampliou após os bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana. Desde então, a região registra uma sequência de ataques e retaliações entre os países envolvidos.
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