
Internacional
Presidente de Cuba confirma negociações com os EUA
Segundo Díaz-Canel, negociações visam "encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações"

Foto: Canva imagens
O presidente cubano, Miguel Diáz-Canel, anunciou nesta sexta-feira (13) que autoridades do país iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos. A declaração é feita em meio a uma aguda crise econômica e escassez em Cuba.
"Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações", disse Díaz-Canel. A declaração ocorre após o próprio líder alertar que Cuba se aproximava de uma situação que exigiria "medidas extremas", em decorrência da crise econômica que vem causando frequentes apagões e a escassez de combustível. A situação é agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, Trump à ilha caribenha.
Segundo Díaz-Canel, ele mesmo conduziu as negociações pelo lado cubano, juntamente com o ex-presidente cubano Raúl Castro e outros altos funcionários do Partido Comunista cubano e do governo. Ele não informou quem representou os Estados Unidos.
Situação de Cuba
Desde que os EUA prenderam o presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump cortou as exportações de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo para a ilha.
Em declarações recentes, o presidente republicano disse que Cuba estava à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os Estados Unidos. Na última segunda-feira (9), por exemplo, Trump afirmou que Cuba poderia ser alvo de uma "tomada amigável", acrescentando em seguida: "pode não ser uma tomada amigável".
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