
Internacional
EUA e Irã avaliam estender cessar-fogo por mais duas semanas
Negociações avançam com mediação do Paquistão, mas divergências persistem e tensão aumenta com bloqueios marítimos

Foto: The White House/Divulgação
De acordo com fontes ouvidas pela agência, há disposição de ambos os lados para evitar a retomada dos combates. O atual acordo de trégua termina na próxima quarta-feira (22).
A informação reforça relatos de outras agências internacionais, como Associated Press e Reuters, que também apontam avanços nas articulações conduzidas por mediadores para prolongar o cessar-fogo e viabilizar uma nova rodada de negociações. Uma fonte israelense afirmou à Reuters que Israel espera a extensão da trégua.
Segundo a Associated Press, autoridades da região relataram progresso nas trocas de mensagens e indicaram a existência de um "acordo preliminar" entre os dois países. Ainda assim, divergências persistem. Uma autoridade norte-americana disse à Reuters que “Há interações contínuas entre os EUA e o Irã para chegar a um acordo”, mas ressaltou que Washington ainda não formalizou a extensão.
As negociações têm mediação do Paquistão, que tenta viabilizar um novo encontro direto entre os países até o fim da semana. A primeira rodada ocorreu no último sábado, sem acordo e com impasses considerados centrais.
O jornal The Wall Street Journal informou que há um princípio de entendimento para uma segunda rodada, mas sem definição de data ou local.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, em entrevista à ABC News, que não pretendia estender o cessar-fogo. Já nesta quarta, à Fox News, disse acreditar que a guerra pode terminar "muito em breve".
Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores afirmou esperar novas trocas de mensagens ao longo do dia, mas destacou que ainda não há acordo fechado sobre a extensão da trégua ou sobre novas negociações.
Apesar dos avanços diplomáticos, a tensão permanece elevada. Nesta semana, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio no Estreito de Ormuz para pressionar o Irã e aliados. A operação inclui restrições no Golfo de Omã e no Mar Arábico, com impacto no tráfego de petroleiros.
A medida provocou reação de Teerã, que ameaçou bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho caso as restrições persistam. Segundo autoridades, isso poderia ocorrer por meio do fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, com possível participação do grupo Houthi, aliado iraniano no Iêmen.
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