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EUA criticam bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz e defendem ação para garantir navegação
Internacional
EUA criticam bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz e defendem ação para garantir navegação
Secretário de Estado afirma que controle da rota ameaça comércio global e segurança de navios civis

Foto: Reprodução/X/@CENTCOM
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou duramente o controle exercido pelo Irã sobre o Estreito de Ormuz, classificando como inaceitável qualquer tentativa de transformar o bloqueio da via em algo “normal”. A declaração foi dada nesta terça-feira (5), durante coletiva de imprensa na Casa Branca.
Segundo Rubio, Teerã estaria tentando impor novas regras de circulação na região, incluindo a cobrança para a passagem de embarcações. “Em hipótese alguma podemos permitir que normalizem o fato de poderem explodir navios comerciais e colocar minas na água”, afirmou.
O secretário destacou que a posição dos Estados Unidos é pela reabertura do estreito nos moldes tradicionais, garantindo a livre circulação de navios. Ele também defendeu as medidas adotadas por Washington, como sanções econômicas e ações de contenção marítima, argumentando que são necessárias para proteger o comércio internacional.
De acordo com Rubio, o bloqueio afeta países que não estão diretamente envolvidos no conflito. “Nações de todo o mundo correm o risco não apenas de perder suas cargas, mas também a vida de seus cidadãos”, disse.
O chefe da diplomacia americana ainda alertou para a situação crítica enfrentada por embarcações retidas na região. Segundo ele, a permanência prolongada no local pode levar à escassez de alimentos, água potável e outros suprimentos essenciais, além de expor tripulações a riscos como pirataria.
Rubio classificou o cenário como uma crise com impactos humanitários e econômicos amplos e afirmou que diversos países já solicitaram apoio dos Estados Unidos para restabelecer a segurança da navegação. “Muitas nações já pediram ajuda para libertar seus navios e garantir a liberdade de circulação nessa rota vital”, afirmou.
Ao final, o secretário reforçou que as ações americanas têm caráter defensivo. “Não podemos permitir que o regime iraniano dite quem pode usar essa via estratégica para o comércio global”, concluiu.
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