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Leão XIV faz apelo aos EUA por acolhimento de imigrantes nas comemorações da independência do país
Internacional
Leão XIV faz apelo aos EUA por acolhimento de imigrantes nas comemorações da independência do país
Pontífice fez o apelo durante visita à ilha italiana de Lampedusa, principal rota migratória para a Europa

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O papa Leão XIV pediu neste sábado (4), quando os Estados Unidos celebram os 250 anos da independência, que o país acolha os imigrantes com "compaixão e generosidade". A declaração foi feita durante uma visita à ilha de Lampedusa, na Itália, um dos principais pontos de chegada de migrantes à Europa.
Em uma carta divulgada durante a visita, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos afirmou que proteger a vida humana também significa acolher, proteger e assistir os imigrantes. Segundo ele, as esperanças, os sacrifícios e as contribuições dessas pessoas fazem parte da história americana e recebê-las com dignidade é um reconhecimento do valor de cada ser humano.
Leão XIV iniciou a agenda no monumento "Porta para a Europa", construído em homenagem aos milhares de migrantes que morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo. Em seguida, visitou o cemitério da ilha, onde há uma área destinada aos migrantes, incluindo o túmulo de Yusuf Ali Kanneh, um bebê de seis meses que morreu em um naufrágio em 2020.
Durante a visita, o pontífice também se encontrou com migrantes e participou de uma homenagem ao papa Francisco, que esteve em Lampedusa em 2013. Entre os presentes estava Leo, um jovem que chegou à ilha há dez anos após perder a mãe durante a travessia. Ele entregou ao papa uma carta e uma bola, com o pedido de que o objeto seja repassado a outra criança migrante.
Na sexta-feira (3), durante uma cerimônia na Filadélfia, Leão XIV já havia destacado a tradição dos Estados Unidos de acolher imigrantes e ressaltado a contribuição deles para o desenvolvimento do país.
O principal compromisso da visita a Lampedusa foi uma missa ao ar livre. Na celebração, o papa pediu que os líderes europeus adotem políticas para acolher, proteger, apoiar e integrar os migrantes, além de investir no desenvolvimento de países mais pobres para reduzir a necessidade de migração forçada. Segundo ele, essa responsabilidade deve ser compartilhada entre governos, sociedade civil e Igreja.
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