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Número de mortos pelos terremotos na Venezuela sobe para 4.561; mais de 20 mil seguem em abrigos
Internacional
Número de mortos pelos terremotos na Venezuela sobe para 4.561; mais de 20 mil seguem em abrigos
Mais de 128 mil fa mílias já receberam algum tipo de assistência

Foto: Reprodução/X
O número de mortos em decorrência do duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho subiu para pelo menos 4.561, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo nesta segunda-feira. A atualização representa um aumento de 71 vítimas em relação ao boletim anterior. O total de feridos permaneceu em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam sem moradia.
O governo também informou que os terremotos provocaram a destruição total de 190 edifícios e deixaram outros 856 imóveis com danos estruturais em diferentes regiões do país. Além disso, já foram registradas 1.222 réplicas desde os primeiros tremores.
Mais de 30 mil agentes continuam mobilizados nas ações de busca, atendimento às vítimas e reconstrução das áreas atingidas.
Os abalos sísmicos ocorreram em 24 de junho e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo considerados os mais fortes registrados na Venezuela desde 1900. As regiões mais afetadas foram a capital Caracas e o estado de La Guaira, onde houve desabamento de prédios, interrupção de serviços essenciais e milhares de pessoas ficaram sem moradia.
Logo após o desastre, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou para o potencial devastador dos terremotos. Em uma estimativa inicial, o órgão chegou a projetar entre 10 mil e 100 mil mortes, levando em conta a intensidade dos tremores, a concentração populacional das áreas atingidas e a vulnerabilidade das construções.
As equipes de resgate seguem atuando nas áreas afetadas, mas o número de sobreviventes encontrados diminuiu significativamente nas últimas semanas. O caso mais recente ocorreu em 2 de julho, quando o agente de segurança Hernán Alberto Gil Flores foi retirado com vida dos escombros em La Guaira após permanecer soterrado por oito dias.
Passadas mais de duas semanas da tragédia, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez ainda não divulgou um balanço oficial sobre o número de desaparecidos. Enquanto isso, equipes de resgate, a Organização das Nações Unidas (ONU) e veículos de imprensa utilizam uma plataforma criada para reunir informações sobre pessoas que continuam sem localização.
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