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Ex-presidente do Irã é preso por suposta ligação com plano de Israel, diz jornal
Segundo o The New York Times, Mahmoud Ahmadinejad teria sido recrutado pelo Mossad para ajudar a derrubar o regime dos aiatolás, mas desistiu da operação antes de sua execução

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad foi colocado em prisão domiciliar pelo regime iraniano após ser acusado de manter contatos com o Mossad, serviço de inteligência de Israel, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (13) pelo The New York Times.
De acordo com o jornal, que cita fontes dos governos dos Estados Unidos e do Irã, Ahmadinejad teria participado de um plano secreto elaborado por Israel para derrubar o regime dos aiatolás. Em troca da colaboração, ele voltaria ao comando do país.
Suposto plano previa retorno ao poder
Segundo a reportagem, Ahmadinejad forneceria informações estratégicas para facilitar a queda do governo iraniano. Em seguida, durante os primeiros ataques da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã, ele seria retirado do país por forças israelenses e retornaria posteriormente como novo líder iraniano.
No entanto, o plano não foi levado adiante porque o ex-presidente teria desistido da operação antes de ser resgatado.
Ainda conforme o The New York Times, Israel chegou a bombardear um prédio onde estaria a equipe de segurança de Ahmadinejad para tentar retirá-lo do local. O ex-presidente, porém, já havia deixado o imóvel.
Prisão domiciliar
Mesmo sem a conclusão da operação, o regime iraniano teria descoberto que Ahmadinejad manteve contatos com agentes israelenses. Como consequência, ele foi colocado em prisão domiciliar sob custódia do setor de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, segundo o jornal.
A reportagem também afirma que Israel chegou a pagar quantias ao ex-presidente e promoveu encontros com ele em terceiros países, como a Hungria.
Até a publicação da reportagem, o governo iraniano não havia comentado as informações. Procurado pelo The New York Times, um porta-voz de Ahmadinejad também se recusou a comentar o caso.
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