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Duas brasileiras desaparecem na França em menos de 72 horas; uma delas é encontrada com vida
Engenheira localizada em Lyon nesta segunda-feira (27), enquanto adolescente goiana e amiga cabo-verdiana seguem desaparecidas

Foto: Brasileiras desaparecem na França em intervalo de 72 horas
O desaparecimento de três jovens, duas brasileiras e uma cabo-verdiana, em diferentes regiões da França, entre os dias 21 e 23 de julho, mobilizou familiares, autoridades francesas e o Ministério das Relações Exteriores. Nesta segunda-feira (27), porém, uma das ocorrências teve um desfecho positivo: a engenheira brasileira Gabriele da Silva foi encontrada com vida na cidade de Lyon.
Gabriele, de 33 anos, estava desaparecida desde a última quinta-feira (23). Segundo a família, ela foi localizada com a integridade física preservada e recebe atendimento médico acompanhada de familiares. Em nota, uma amiga informou que, neste momento, a prioridade é sua recuperação e que mais detalhes sobre o caso serão divulgados posteriormente. No dia do desaparecimento, a engenheira arrumava as malas para uma viagem marcada para a manhã seguinte.
Antes de ser encontrada, familiares relataram que objetos pessoais como celular, passaporte, carteira e smartwatch haviam sido deixados no apartamento onde ela morava com a família em Lyon, circunstância que aumentou a preocupação sobre seu paradeiro.
As buscas continuam por Alice Dias de Oliveira, de 16 anos, natural de Goiás, desaparecida na região metropolitana de Paris. A adolescente, que vive na França há quatro anos, foi vista pela última vez após deixar um estágio de férias. O último contato com o pai ocorreu por volta das 22h30, quando informou que aguardava um trem para voltar para casa. Desde então, não deu mais notícias.
O caso está ligado ao desaparecimento da amiga cabo-verdiana Maria de Fátima Pina Monteiro, ocorrido um dia antes. Familiares acreditam que as duas possam estar juntas e receberam relatos, ainda não confirmados pelas autoridades, de que elas teriam sido vistas seguindo em direção à cidade de Marselha, no sul da França.
Parentes das adolescentes criticam a demora nas investigações e afirmam ter enfrentado dificuldades para obter imagens de câmeras de segurança e informações sobre o rastreamento dos celulares. O Itamaraty informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Marselha, que acompanha os casos e presta assistência consular às famílias. Enquanto isso, comunidades brasileiras na França seguem mobilizadas na divulgação de informações que possam ajudar a localizar as duas jovens.
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