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Ministro da Fazenda vira manchete em jornais argentinos após chamar Javier Milei de “palhaço”

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Milei acusa Brasil de financiar campanha "anti-Argentina" e volta a atacar Lula sem apresentar provas
Presidente argentino afirmou que governo brasileiro destinou recursos para difamar o país durante a Copa do Mundo; declarações ampliam tensão diplomática entre os dois países

Foto: World Economic Forum/Ciaran McCrickard
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o governo brasileiro de financiar uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo de 2026. As declarações foram dadas em entrevista a uma rádio argentina no domingo (26), um dia após o mandatário participar da convenção nacional do PL, em São Paulo.
Sem apresentar provas, Milei afirmou que o governo brasileiro teria financiado cerca de 25% dos recursos de uma campanha para difamar a Argentina. Segundo ele, a suposta ação também teria contado com apoio do governo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.
"Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina foi o Brasil. Uns 25% dos recursos saíram do governo do Brasil", afirmou.
Novos ataques a Lula
Na entrevista, Milei voltou a chamar Lula de "ex-presidiário" e afirmou que seu discurso na convenção do PL foi uma resposta ao apoio do presidente brasileiro ao então candidato Sergio Massa nas eleições argentinas de 2023.
"E depois vêm falar de interferência, quando eles tiveram um papel muito ativo na campanha de 2023. Ou vamos esquecer que os assessores de Massa eram um grupo de brasileiros?", disse.
Milei também criticou a visita de Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, condenada pela Justiça argentina. A visita ocorreu após a Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, e foi autorizada pela Justiça do país.
Crise diplomática
As novas declarações ampliam a crise diplomática entre Brasil e Argentina. Após os ataques feitos por Milei durante a convenção do PL, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas em Brasília.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que "não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro".
Após reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador, o governo brasileiro deve definir os próximos passos da relação diplomática com a Argentina, que vive um dos momentos de maior tensão dos últimos anos.
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