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Espanha prepara transferência de menores imigrantes de Ceuta, diz ministra
Internacional
Espanha prepara transferência de menores imigrantes de Ceuta, diz ministra
Governo já cadastrou 1.342 crianças e adolescentes e dará prioridade a meninas e menores de 13 anos

Foto: Agência Efe/Folhapress
A Espanha deve começar, nas próximas semanas, a transferir para o continente parte dos imigrantes menores de idade que estão em Ceuta, território espanhol no norte da África. Segundo a ministra da Juventude, Sira Rego, 1.342 crianças e adolescentes já foram cadastrados. O governo também pretende enviar mais funcionários para ajudar no processo.
Transferência e acolhimento
Em declaração a jornalistas durante visita a Ceuta, conforme divulgado pelo g1, Rego afirmou que a transferência pode começar em algumas semanas e que meninas e crianças com menos de 13 anos terão prioridade. Os menores têm proteção especial pela legislação espanhola e não podem ser simplesmente deportados. As autoridades devem garantir assistência e avaliar individualmente a situação de cada criança.
A situação, porém, segue crítica. Segundo a Associated Press (AP), jornalistas encontraram crianças pedindo comida nas ruas. A ministra reconheceu como dolorosas as imagens de menores dormindo ao relento e informou que duas escolas foram abertas para acolhimento, enquanto outros espaços são avaliados. O governo espanhol também anunciou 25 milhões de euros, cerca de R$ 146,5 milhões, para atender os menores.
Marrocos oferece ajuda
Marrocos se colocou à disposição para colaborar no retorno de menores desacompanhados que chegaram a Ceuta na semana passada. Segundo a agência espanhola EFE, uma fonte diplomática marroquina afirmou que questões administrativas e judiciais espanholas dificultam o processo. Rego disse que a Espanha avaliará cada caso e priorizará os direitos das crianças, facilitando a reunificação familiar quando for possível.
Os menores fazem parte dos cerca de 3 mil a 5 mil migrantes que permanecem em Ceuta após evitar a expulsão. O cenário também é marcado por mortes na travessia entre Marrocos e o território espanhol: segundo o governo local, mais de 100 pessoas morreram. O centro de acolhimento da cidade, com capacidade para 600 pessoas, está lotado e, de acordo com a AP, há falta de alimentos entre os migrantes.
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