Internacional
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Jornalista ajudou a criar organizações e publicações voltadas à defesa dos direitos das mulheres

Foto: Divulgação
A jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem, uma das principais figuras do movimento feminista dos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York. A morte ocorreu na quarta-feira (2), em sua casa, e foi anunciada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome. A causa não foi informada. Por mais de cinco décadas, Steinem atuou pela ampliação dos direitos das mulheres, pelos direitos reprodutivos e por maior participação feminina na política.
Jornalismo e ativismo
Steinem ganhou destaque na chamada segunda onda do feminismo, no fim dos anos 1960. Antes disso, construiu carreira no jornalismo e produziu reportagens sobre temas que enfrentavam resistência nas redações. Em 1963, chegou a trabalhar disfarçada como coelhinha da revista Playboy durante 11 dias para investigar as condições enfrentadas pelas funcionárias do local. Em 1968, publicou um artigo sobre a libertação das mulheres que ajudou a consolidá-la como uma das líderes do movimento.
Ao longo da carreira, Steinem também criou organizações voltadas à defesa dos direitos das mulheres e ajudou a fundar a revista Ms., publicação dedicada a temas relacionados ao feminismo. Em 1971, participou da criação do Caucus Político Nacional para Mulheres, ao lado de outras importantes lideranças. Seu trabalho foi reconhecido em 2013, quando recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, principal honraria civil dos Estados Unidos.
Direito ao aborto
A defesa dos direitos reprodutivos ocupou um espaço central em sua trajetória. Steinem revelou ter passado por um aborto secreto aos 22 anos e, posteriormente, tornou-se uma das principais defensoras do direito de escolha das mulheres nos Estados Unidos. Ela também percorreu o país durante décadas para participar de palestras, manifestações e encontros, mantendo a atuação pública mesmo depois dos 80 anos.
Steinem ainda teve sua história retratada no cinema. Em 2020, o filme The Glorias, estrelado por Julianne Moore, levou sua trajetória às telas. Aos 91 anos, ela continuava produzindo e participou de um livro ilustrado voltado ao público jovem, publicado em fevereiro de 2026. Sua trajetória ficou marcada pela defesa da igualdade entre homens e mulheres e pela participação direta em movimentos sociais e políticos.
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