
Internacional
Enchentes no Nepal e no Tibete deixam mais de 1.200 mortos
Tragédia provocada por enchentes e deslizamentos atingiu a região do Himalaia em 26 de agosto e mobiliza equipes de busca e resgate

O número de mortos nas enchentes que atingiram o Nepal e o Tibete subiu para 1.280, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (3). As autoridades também contabilizam 5.624 pessoas desaparecidas após a tragédia provocada por enchentes e deslizamentos na região do Himalaia.
No Nepal, são 1.259 mortos e 5.083 desaparecidos. No lado chinês, as autoridades registraram 21 mortes e 541 pessoas desaparecidas. O balanço ainda pode aumentar com o avanço das buscas e a chegada de informações de comunidades que permaneceram isoladas.
A tragédia começou em 26 de agosto, quando o desprendimento de uma geleira lançou pedras, gelo e água do derretimento pelos vales da região. O fenômeno provocou uma rápida elevação dos rios, com o nível da água chegando entre 15 e 18 metros acima do normal em alguns pontos.
As enchentes destruíram casas, estradas e pontes e atingiram dezenas de povoados ao longo do rio Trishuli. O posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, uma importante rota de comércio entre Nepal e China, também foi destruído pela força das águas.
As operações de busca e salvamento continuam nas áreas atingidas. A recuperação das telecomunicações permitiu que as autoridades recebessem informações de comunidades que ficaram isoladas por vários dias, enquanto equipes trabalham para acessar regiões afetadas pela lama e pelos destroços.
Entre os desaparecidos estavam centenas de estrangeiros. Alguns turistas já conseguiram contato com autoridades e foram localizados em segurança. No lado chinês, equipes também construíram uma estrada improvisada para permitir a chegada de veículos e máquinas pesadas às áreas atingidas.
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