
Internacional
Ex-ministro de Maduro se declara culpado por lavar dinheiro nos EUA
Alex Saab firmou acordo com a promotoria, concordou em entregar US$ 195 milhões e deverá cooperar com o Departamento de Justiça americano

Foto: Reprodução/Redes sociais
O ex-ministro da Indústria da Venezuelae aliado do ex-ditador Nicolás Maduro, Alex Saab, se declarou culpado de lavagem de dinheiro nesta terça-feira (15), nos Estados Unidos. A mudança na declaração ocorreu durante audiência em Miami, como parte de um acordo com a promotoria para redução de pena em troca de cooperação com as autoridades.
Extraditado para os Estados Unidos em maio deste ano, Saab havia se declarado inocente em julho. No acordo, ele também concordou em entregar US$ 195 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão, e auxiliar o Departamento de Justiça americano. Os documentos judiciais, no entanto, não detalham em quais investigações o empresário poderá colaborar.
Segundo os promotores, Saab desviou milhões de dólares de um programa social do governo venezuelano destinado a fornecer alimentos a famílias pobres. Parte dos recursos teria sido transferida para contas bancárias nos Estados Unidos.
O empresário colombiano pode ser condenado a cerca de 20 anos de prisão pela acusação. O valor definitivo do confisco e a sentença dependerão do grau de cooperação com as autoridades americanas. Os advogados de Saab não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Saab ocupou o cargo de ministro da Indústria da Venezuela por um ano, antes de ser afastado em janeiro, pouco depois da captura de Maduro por forças especiais americanas em Caracas. No mês seguinte à operação, o regime da presidente interina Delcy Rodríguez deteve o ex-ministro.
Este é o segundo processo criminal por corrupção enfrentado por Saab nos Estados Unidos. Em 2020, ele foi detido em Cabo Verde e extraditado no ano seguinte para responder a acusações de lavagem de dinheiro, por supostamente desviar US$ 350 milhões de Caracas em um esquema de suborno.
Em dezembro de 2023, o então presidente americano Joe Biden concedeu um indulto ao empresário como parte de uma troca de prisioneiros. Já Maduro permanece detido em Nova York, sem direito a fiança, após se declarar inocente de acusações relacionadas ao narcotráfico. O julgamento do ex-ditador está marcado para junho de 2027.
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