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Em meio à baixa popularidade, Trump ameaça “aniquilar” Irã em discurso na ONU e pede boicote econômico

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Em meio à baixa popularidade, Trump ameaça “aniquilar” Irã em discurso na ONU e pede boicote econômico

Durante discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), Trump ameaçou ampliar a ofensiva contra o Irã e pediu que outros países adotem isolamento econômico contra Teerã

Em meio à baixa popularidade, Trump ameaça “aniquilar” Irã em discurso na ONU e pede boicote econômico

Foto: Reprodução/YouTube United Nations

Por: Metro1 no dia 22 de setembro de 2026 às 11:54

Atualizado: no dia 22 de setembro de 2026 às 12:34

Com a aprovação em queda nos Estados Unidos e a guerra contra o Irã pressionando sua gestão, o presidente Donald Trump adotou um tom de confronto nesta terça-feira (22) durante o discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Trump afirmou que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”, defendeu a continuidade da pressão militar e econômica contra o país e chegou a dizer que considera “aniquilar” a República Islâmica caso não haja um acordo.

A fala ocorre em um momento de baixa popularidade do presidente: a pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (21) apontou aprovação de apenas 32% para Trump, o menor índice de sua carreira política, enquanto outro levantamento, da American Research Group, registrou 68% de desaprovação e 29% de aprovação.

Trump ameaça aniquilar o regime iraniano

O Irã foi o principal tema do discurso. Trump afirmou que seu governo tentou negociar com Teerã, mas que as recusas levaram os Estados Unidos a intensificar a ofensiva. Segundo o presidente, o objetivo central é impedir que o país desenvolva uma arma nuclear e reduzir sua capacidade militar.

“Eu tenho um compromisso inabalável de fazer com que eles não tenham uma arma nuclear”, afirmou Trump. Em seguida, apresentou duas possibilidades para o futuro do conflito: um acordo com o governo iraniano ou a continuidade da ofensiva militar.

“Será que um acordo será feito com o Irã? Será que vamos deixar eles reconstruir um país ainda melhor [...] ou será que eu aniquilo a República Islâmica e não dou uma chance a eles de matarem, destruir pessoas e países novamente?”, declarou.

Trump também afirmou que o Irã teria de interromper qualquer programa de fabricação nuclear, cessar ataques contra a navegação comercial e deixar de apoiar organizações que os Estados Unidos contrárias aos EUA. Ele pediu ainda que outros países participem de um isolamento econômico completo do governo iraniano.

Pressão econômica e tarifas

Ao defender sua política externa, Trump apresentou tarifas e sanções econômicas como instrumentos para pressionar governos. Segundo ele, a ameaça de tarifas foi utilizada em negociações com diferentes países e teria contribuído para acordos que, segundo o presidente, ajudaram a interromper conflitos. “Enquanto outros ignoravam ameaças, eu enfrentei as ameaças. A América mostrou o que foi possível fazer. Enquanto outros mostravam fraqueza, nós mostramos a força”, afirmou.

A política econômica também aparece como um dos pontos de maior desgaste interno do governo. Na pesquisa Reuters/Ipsos, apenas 17% dos entrevistados aprovaram a atuação de Trump sobre o custo de vida, enquanto a aprovação entre republicanos caiu de 82% para 73% em uma semana.

Trump exalta economia e força militar

Apesar das dificuldades políticas, Trump apresentou um balanço positivo da economia norte-americana. Ele afirmou que o país criou mais de 1 milhão de empregos no setor privado desde sua chegada ao governo, destacou investimentos e valorização do mercado financeiro e disse que a pobreza atingiu o menor nível da história americana.

O presidente também dedicou parte do discurso ao fortalecimento das Forças Armadas. Trump afirmou que os Estados Unidos estão ampliando os investimentos militares e a produção de mísseis e munições, inclusive para abastecer países aliados.

Gaza, Ucrânia e outros conflitos

Trump também afirmou que sua administração ajudou a encerrar oito guerras ou conflitos. Entre os exemplos citados estão confrontos envolvendo Camboja e Tailândia, Kosovo e Sérvia, República Democrática do Congo e Ruanda, Paquistão e Índia e Armênia e Azerbaijão.

Sobre Gaza, o presidente atribuiu a seu governo avanços para encerrar os combates e libertar reféns. Ele também afirmou que pretende contribuir para um acordo entre Rússia e Ucrânia. “Trabalhamos muito perto dos líderes da Rússia e da Ucrânia e nós conseguiremos fazer isso. Isso vai acontecer mais rapidamente do que as pessoas pensam”, disse.

Trump ainda abordou a Venezuela e o combate ao tráfico de drogas. Ele afirmou que os Estados Unidos realizaram operações militares contra organizações cosnideradas criminosas. “Eles devem ser assassinados, devem ser eliminados ou presos sem possibilidade de serem soltos”, declarou, ao se referir aos grupos que classificou como inimigos dos Estados Unidos.

Discurso ocorre em meio à queda de aprovação

A fala na ONU ocorreu em um momento de perda de apoio doméstico, embora Trump não tenha abordado diretamente sua própria popularidade durante o discurso. Pesquisa da American Research Group aponta 29% de aprovação e 68% de desaprovação ao presidente. Entre os republicanos, 65% aprovam seu desempenho e 34% desaprovam, enquanto, entre os independentes, 26% aprovam e 70% desaprovam. O levantamento também mostrou que 72% dos eleitores avaliam que a economia está piorando. Na pesquisa Reuters/Ipsos, a aprovação geral de Trump ficou em 32%, o menor índice registrado ao longo de sua carreira política.