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Paris em chamas: estudantes tomam a Praça da Bastilha na continuação dos protestos pela educação
Internacional
Paris em chamas: estudantes tomam a Praça da Bastilha na continuação dos protestos pela educação
Terceira semana de protestos estudantis na França leva multidão à Bastilha e termina em confrontos

Foto: Reuters/Folhapress
Milhares de estudantes tomaram a Praça da Bastilha, em Paris, nesta quinta-feira (8) no chamado “ato IV” das manifestações por melhorias nos ensinos médios do país. Durante o ato, integrantes do movimento estudantil teriam lançado pedras e mobiliário urbano contra agentes de segurança em resposta à tentativa da polícia de conter a multidão. É a terceira semana de protestos por toda a França que estão provocando atuação intensificada da polícia francesa. O movimento teve início no dia 21 de setembro após estudantes e professores da escola de ensino médio Liceu Saint-Exupéry se mobilizarem por mais recursos e funcionários na instituição.
Segundo informações do jornal francês Le Monde, a concentração do ato teria começado às 15h no horário local (10h horário de Brasília). Às 16h20, ainda no horário local, as forças de segurança reportaram terem enfrentado lançamentos de pedras e disparos de fogos de artifício. Não foram registrados feridos, de acordo com o boletim da prefeitura de polícia de Paris. Pouco tempo depois, uma movimentação de aproximadamente 20 “black blocs”, tática de protesto de confronto direto, lançaram equipamentos urbanos contra as equipes policiais. A escalada do conflito fez com que manifestantes fossem empurrados pela multidão para às ruas adjacentes à Praça da Bastilha, que estavam bloqueadas.
Na quarta-feira (7), o Primeiro-Ministro da França, Sébastien Lecornu, e o ministro da educação Édouard Geffray publicaram um comunicado junto ao Ministério dos Territórios Ultramarinos, o Ministério do Ordenamento do Território e da Descentralização, o Ministério da Ação e das Contas Públicas e o Ministério da Transação Ecológica.
Em nota, as autoridades reconhecem que são responsáveis pela “construção, renovação, manutenção e equipamento das escolas secundárias desde 1983” e destacaram o “apoio do Estado para acelerar tanto a construção de novos edifícios, quanto o reforço da segurança e a reparação dos que foram danificados, com o objetivo de garantir o retorno às aulas, o mais rápido possível, de todos os alunos do ensino secundário afetados, em condições seguras para estudantes e equipes escolares”.
Até o momento, mais de 6.100 pessoas foram detidas por toda a França, de acordo com a agência Reuters. Um pronunciamento de Geffray está previsto para às 20h desta quinta, horário de Paris. Além disso, uma nova mobilização está marcada para o dia 13 de outubro.
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