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Russell Brand é condenado por estupro e três agressões sexuais em Londres

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Russell Brand é condenado por estupro e três agressões sexuais em Londres

O júri reconheceu a culpa do comediante por crimes contra quatro mulheres, em episódios ocorridos entre 2004 e 2009; ele foi absolvido de outras três acusações e pode ser condenado à prisão

Russell Brand é condenado por estupro e três agressões sexuais em Londres

Foto: Agência Efe/Folhapress

Por: Metro1 no dia 05 de novembro de 2026 às 12:58

Atualizado: no dia 05 de novembro de 2026 às 12:58

O ator e humorista britânico Russell Brand, de 51 anos, foi condenado nesta quinta-feira (5) por estupro e três crimes de agressão sexual. A decisão foi tomada pelo júri do Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, e envolve quatro mulheres que relataram episódios ocorridos entre 2004 e 2009. Brand foi absolvido de outras três acusações, duas de estupro e uma de tentativa de atentado ao pudor. Ele negou todas as acusações e ainda poderá ser sentenciado à prisão.

O julgamento reuniu denúncias de seis mulheres e analisou sete acusações referentes a fatos registrados entre 1999 e 2009. Naquele período, o comediante consolidava sua carreira na televisão britânica e começava a participar de filmes de Hollywood. De acordo com a acusação, Brand se valia da notoriedade e da influência que tinha para se aproximar de mulheres e praticar abusos sexuais.

Entenda as condenações

Uma das acusações consideradas procedentes pelo júri foi a de estupro contra uma mulher que conheceu o artista após uma apresentação no Hammersmith Apollo, em Londres, em 2009. Conforme o relato apresentado durante o julgamento, os dois tiveram uma relação sexual inicialmente consensual, mas, mais tarde, Brand a violentou na casa dele, em Hampstead. A mulher contou ainda que, após o episódio, o ator pediu que ela limpasse a sujeira.

As outras três condenações foram por agressão sexual. Os casos envolvem uma mulher abordada em um bar no bairro londrino do Soho, em 2004; uma funcionária de uma estação de rádio, em 2005; e uma trabalhadora do Channel 4, em 2009. Esta última relatou ter sido pressionada a fazer uma massagem em Brand.

Na sustentação da acusação, a promotora Riel Karmy-Jones descreveu o comediante como alguém calculista e manipulador na maneira de buscar relações sexuais. A promotoria também citou uma suposta declaração de Brand sobre a intenção de se relacionar com 5 mil mulheres. A defesa contestou as acusações, alegando que os encontros foram consensuais. Também colocou em dúvida a credibilidade dos depoimentos, apresentados anos depois dos episódios.