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Entenda por que a corrida pela inteligência artificial abalou as bolsas e fez gigantes perderem US$ 1 trilhão

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Entenda por que a corrida pela inteligência artificial abalou as bolsas e fez gigantes perderem US$ 1 trilhão

Investidores questionam o retorno dos bilhões de dólares destinados à inteligência artificial; sete das maiores empresas do setor perderam US$ 1,036 trilhão em valor de mercado em um único pregão

Entenda por que a corrida pela inteligência artificial abalou as bolsas e fez gigantes perderem US$ 1 trilhão

Foto: Arte Metropress

Por: Metro1 no dia 06 de novembro de 2026 às 16:34

Atualizado: no dia 06 de novembro de 2026 às 17:25

As ações de empresas de tecnologia sofreram fortes perdas nas bolsas internacionais. Na quinta-feira (5), o Nasdaq caiu 5,52%, enquanto o S&P 500 recuou 4,36%. A desvalorização chegou à Ásia nesta sexta-feira (6), com quedas expressivas no Japão e na Coreia do Sul.

O movimento foi provocado pela preocupação dos investidores com os bilhões de dólares que as gigantes de tecnologia estão gastando para avançar na inteligência artificial. O mercado quer saber quando esses investimentos em chips, equipamentos e centros de dados vão se transformar em lucro.

Gigantes perdem mais que uma B3

As sete maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conhecidas como Magnificent Seven, perderam juntas US$ 1,036 trilhão em valor de mercado na quinta-feira (5). O montante supera o valor de todas as empresas listadas na Bolsa brasileira, estimado em US$ 857 bilhões. A Nvidia teve a maior perda em valores absolutos, com US$ 446 bilhões. Tesla, Broadcom, Micron, Microsoft e AMD também registraram quedas expressivas.

Por que a Ásia foi atingida?

A região concentra algumas das principais fabricantes de chips do mundo, componentes essenciais para a inteligência artificial. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair 8,55% durante o pregão, levando a bolsa a suspender as negociações por 20 minutos. O mecanismo, chamado circuit breaker, interrompe temporariamente as operações em momentos de queda acentuada.

Sem retorno imediato

Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano. Para 2026, os gastos das quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões, segundo estimativas citadas pela Reuters.

O dinheiro é destinado principalmente à construção de centros de dados e à compra de chips. O problema é que os investimentos ainda não se converteram em resultados financeiros na mesma proporção. Um levantamento da Reuters mostrou que cinco gigantes do setor investiram US$ 556,9 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, acima dos US$ 542,9 bilhões gerados por suas operações.

Data centers entram na discussão

A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos também aumentou a preocupação com possíveis restrições à construção de centros de dados. Essas estruturas são fundamentais para a IA, mas consomem grandes quantidades de energia e água e enfrentam resistência em algumas comunidades.

O temor é que novas regras dificultem ou atrasem projetos, afetando a expansão do setor. Ainda não há confirmação de que as restrições serão aprovadas.

Mercado teme uma bolha?

A queda reacendeu o debate sobre uma possível bolha da inteligência artificial. A preocupação não está necessariamente na tecnologia, mas nas expectativas de lucro e no volume de dinheiro aplicado pelas empresas. Com gastos crescentes e retorno ainda incerto, investidores passaram a cobrar resultados mais concretos. A avaliação é que não basta ampliar a infraestrutura de IA: as companhias precisam demonstrar que os investimentos serão capazes de gerar receita e lucro.