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Trump nomeia Stephen Miller, autor do muro na fronteira com o México, como chefe de gabinete
Presidente anunciou a troca nesta sexta-feira (6), três dias após derrota republicana nas eleições legislativas; Susan Wiles deixa a Casa Branca

Foto: Flickr/Gage Skidmore
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) a nomeação de Stephen Miller como chefe de gabinete. Atual vice-chefe do setor e representante de destaque na ala mais linha-dura do governo, ele assume o lugar de Susan Wiles, uma das assessoras mais próximas do presidente e coordenadora de sua campanha. Wiles passará a atuar na organização política de Trump, fora da Casa Branca.
“É um prazer anunciar que o sr. Stephen Miller, o atual vice-chefe de gabinete, e um de meus conselheiros de maior confiança, se tornará chefe de gabinete, começando na segunda-feira, 9 de novembro”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Aos 41 anos, Miller é autor das medidas anti-imigração mais polêmicas do primeiro mandato de Trump (2016-2020). Idealizou o muro na fronteira com o México, que lhe rendeu o apelido de “pai do muro”. A obra foi iniciada, mas nunca concluída.
Ele também esteve por trás da proibição de entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana e idealizador da separação de milhares de crianças de suas famílias ao tentarem entrar ilegalmente no país. A política foi duramente criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por organismos internacionais. Até hoje, centenas dessas crianças não se reuniram com os pais.
Derrota nas midterms
O anúncio vem três dias depois da derrota de Trump nas eleições de meio de mandato, que renovaram parte do Legislativo e de governos estaduais. Os democratas retomaram o controle da Câmara e do Senado e venceram na maioria dos governos estaduais em disputa, inclusive em redutos republicanos tradicionais, como o Texas.
Quem é Susan Wiles
Considerada um dos “cérebros” do segundo mandato, iniciado em janeiro de 2025, Wiles foi o primeiro nome anunciado por Trump para a nova gestão. De perfil discreto, define-se como “organizadora do caos”. Ajudou a levar Trump ao poder em 2016 e a “limpar” a imagem do republicano após a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
Wiles evitou os holofotes na campanha e não discursou na vitória de 2024. Nesta sexta, Trump agradeceu a assessora, que “fez um trabalho fora do comum”. Ele não detalhou a nova função dela.
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