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Charlie Hebdo gera polêmica ao publicar charges sobre imigrantes

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Charlie Hebdo gera polêmica ao publicar charges sobre imigrantes

Famoso por suas polêmicas, o jornal semanal francês Charlie Hebdo, mais uma vez se tornou o centro das atenções. Na edição da última terça-feira (15), o satírico publicou charges que criticam a reação dos países europeus [Leia mais...]

Charlie Hebdo gera polêmica ao publicar charges sobre imigrantes

Foto: Reprodução/Twitter/JyotsnaPandey29

Por: Gabriel Nascimento no dia 16 de setembro de 2015 às 06:51

Famoso por suas polêmicas, o jornal semanal francês Charlie Hebdo, mais uma vez se tornou o centro das atenções. Na edição da última terça-feira (15), o satírico publicou charges que criticam a reação dos países europeus, em sua maioria cristãos, diante da onda de imigrantes de zonas de guerra, como Síria e Iraque.

Um dos desenhos representa a foto de Aylan Kurdi, o menino sírio encontrado morto em uma praia da Turquia, após tentativa fracassada de cruzar o o Mar Mediterrâneo com a família para a Grécia. A charge do jornal mostra uma criança de bermuda e camiseta, com o rosto afundado na areia, ao lado de um cartaz de propaganda divulgando promoção de duas refeições infantis pelo preço de uma. “Cheguei tão perto...”, diz o texto. A outra imagem conta com a seguinte legenda:  “Uma prova de que a Europa é cristã”. A charge acompanha a imagem de uma figura semelhante a Jesus caminhando sobre a água enquanto uma figura menor, mergulha de cabeça. O primeiro diz: “Os cristãos caminham sobre a água”, e o segundo diz: “As crianças muçulmanas se afogam”.

Na França, a revista  L'Obs afirmou que os desenhos são "insensíveis" e "repugnantes". O diário francês de direita L'Express mencionou a reação nas redes sociais e o significante número de comentários contra o Charlie Hebdo. Já os principais jornais do país, Le Monde, Le Figaro e Liberation, não incluíram o tema em suas coberturas. Contatada pela agência de notícias Reuters, uma porta-voz do Charlie Hebdo, disse que o jornal não possui conhecimento sobre as queixas apresentadas. Em janeiro, dois extremistas mataram 12 pessoas na redação de Paris do Charlie Hebdo, incluindo o editor-chefe e os principais cartunistas.