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"Menos recursos, mais crise”, avalia especialista sobre crise de refugiados

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"Menos recursos, mais crise”, avalia especialista sobre crise de refugiados

Com vasta experiência no campo internacional, o professor Gilberto Marcos Antonio Rodrigues, que também escreve o blog Análise Internacional, comentou em entrevista à Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (17), sobre os refugiados vindos, principalmente das Síria, que estão ocupando nas últimas semanas as fronteiras européias em busca de asilo. De acordo com Rodrigues, com a chegada dos sírios na Europa, a crise ganha a atenção do ocidente. [Leia mais...]

"Menos recursos, mais crise”, avalia especialista sobre crise de refugiados

Foto: Reprodução/ Ag. Brasil

Por: Ticiane Bicelli no dia 17 de setembro de 2015 às 19:25

Com vasta experiência no campo internacional, o professor Gilberto Marcos Antonio Rodrigues, que também escreve o blog Análise Internacional, comentou em entrevista à Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (17), sobre os refugiados vindos, principalmente das Síria, que estão ocupando nas últimas semanas as fronteiras européias em busca de asilo. De acordo com Rodrigues, com a chegada dos sírios na Europa, a crise ganha a atenção do ocidente. O problema tem se tornado ainda mais grave em função dos recursos reduzidos do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

“O Acnur estruturalmente não recebe verbas do orçamento geral da ONU e depende, em grande medida, das doações governamentais e de setores privados e indíviduos. De 2008 para cá, começamos a viver uma crise econômica global. Os países que injetavam tradicionalmente dinheiro na ONU, no ACNUR e em outras agências, reduziram os recursos. Esse é o ponto alto da crise: menos recursos, mais crise, mais refugiados”, avalia.

Segundo o Doutor em Relações Internacionais, o Acnur está fragilizado e compromete a situação dos fefugiados. “Se tivesse mais recursos, uma quantidade mais expressiva de refugiados permaneceria ali, mesmo que em uma situação dramática de campo de refugiado, porque há uma expectativa do retorno. No entanto, no momento eles não têm tido outra alternativa senão buscar um país de acolhimento onde eles posssam colocar seus filhos na escola e salvar suas famílias. Esse é o panorama e temos um grande desafio a enfrentar”, conclui.