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Após bombardeio a hospital, Médicos Sem Fronteiras deixam cidade do Afeganistão

Em anúncio, realizado neste domingo (4), a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou sobre a retirada de todo seu pessoal de Kunduz, um dia após o bombardeio, supostamente americano, que matou 19 pessoas no hospital que a ONG gerenciava no Afeganistão. [Leia mais...]

Após bombardeio a hospital, Médicos Sem Fronteiras deixam cidade do Afeganistão

Foto: Reprodução/MSF

Por: Gabriel Nascimento no dia 04 de outubro de 2015 às 11:01

Em anúncio, realizado neste domingo (4), a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou sobre a retirada de todo seu pessoal de Kunduz, um dia após o bombardeio, supostamente americano, que matou 19 pessoas no hospital que a ONG gerenciava no Afeganistão. O fechamento do centro trará grandes consequências para a população civil, sem saída diante de combates entre o exército afegão e os rebeldes talibãs para assumir o controle da cidade.

"O hospital da MSF já não pode continuar funcionando. Os pacientes em estado crítico foram transferidos para outros estabelecimentos. Nenhum funcionário da MSF está mais no hospital", declarou Kate Stegeman, porta-voz da organização no Afeganistão. "Neste momento, não sei dizer se o centro de traumatologia de Kunduz voltará a abrir", ressaltou. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama prometeu uma investigação exaustiva sobre o bombardeio contra o hospital.

Obama apresentou ainda suas "profundas condolências", depois do ataque no último sábado (3), em que morreram 12 funcionários da MSF e sete pacientes, entre eles três crianças, mas afirmou que vai esperar pelos resultados da investigação antes de emitir um juízo definitivo sobre as circunstâncias da tragédia. O Exército dos EUA afirmou que realizou um ataque aéreo próximo ao hospital, em uma tentativa de subjugar os insurgentes do Talibã que estavam atirando diretamente contra as forças dos EUA. Em Cabul, o Ministério da Defesa disse que os combatentes do Talibã atacaram o hospital e eles estavam usando o edifício como "escudo humano". No entanto, a ONG nega essa versão. Os portões do complexo hospitalar são fechados toda noite, então nenhum dos presentes era estranho na equipe do hospital...", afirmou os Médicos Sem Fronteiras. "Em todo caso, bombardear um hospital em plena operação nunca pode ser uma medida justificada", completou.