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Urna na Bahia vai quebrar tabus envolvendo Neto, Jerônimo ou Roma

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Urna na Bahia vai quebrar tabus envolvendo Neto, Jerônimo ou Roma

Independente de quem ganhe, as três principais forças políticas do estado possuem marcas históricas para superar

Urna na Bahia vai quebrar tabus envolvendo Neto, Jerônimo ou Roma

Foto: Arquivo

Por: André Uzêda no dia 14 de julho de 2022 às 11:44

Reportagem publicada originalmente no Jornal da Metropole em 14 de julho de 2022

Independente de quem seja eleito em outubro de 22, entre as três candidaturas mais competitivas postas na Bahia, haverá a quebra de um — ou mais — tabu(s).

Em levantamento feito pelo Jornal da Metropole, com base na cronologia dos governadores republicanos do estado, foram levantadas três possibilidades inéditas de serem concretizadas nas urnas, além de outras que, caso se confirmem, superam um longo período de espera.

Entre as situações sem precedentes históricos, está a chance da Bahia ter o primeiro político eleito prefeito de Salvador e também governador da Bahia. ACM Neto (UNIÃO) tem chance de carimbar essa façanha — lembrando que, seu avô, ACM, foi também prefeito da capital baiana (indicado, no entanto, pela Ditadura Militar) e três vezes chefe de governo (apenas uma delas, em 1990, passando pelo crivo das urnas).

Por este mesmo laço sanguíneo, Neto assumiria o Palácio de Ondina como o primeiro ‘herdeiro’ de um mandatário, desde 1967. Na ocasião, Luiz Viana Filho ocupou a cadeira antes pertencente a seu pai, Luiz Viana, entre 1896 a 1900.

Caso Jerônimo Rodrigues (PT) vença a disputa, também impõe um marco original. Desde a redemocratização do país, nunca um grupo político colecionou cinco eleições consecutivas na Bahia. O PFL governou de 1990 a 2006, emplacando quatro mandatos seguidos. Exatamente o mesmo número do PT, de 2006 até 2022.

O petista seria o primeiro gestor natural do interior em 20 anos, quando Paulo Souto, de Caetité, ganhou na preferência popular. Jerônimo é de Aiquara, no centro-sul. João Roma (PL) carrega também seus próprios paradigmas. Nascido em Recife, seria o primeiro governador nordestino eleito na Bahia, desde o cearense Juracy Magalhães, em 1959.

O general governou o estado, antes, de 1931 a 1937, mas na qualidade de interventor indicado por Getúlio Vargas. Por tabela, entraria para lista seleta de ministros de estado a assumir o governo, igualando Jaques Wagner (ministro do Trabalho de Lula), ACM (ministro das Comunicações de Sarney) e Waldir Pires (ministro da Previdência, também de Sarney).

Na possibilidade dos candidatos acirrarem a concorrência e levarem a disputa para um turno extra, outro tabu cai. A primeira e única vez que a Bahia teve segundo turno foi em 1994. Desde então, todas as eleições tem sido definidas em um embate único.

Veja alguns tabus históricos: