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Campanha trata a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

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Campanha trata a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

A campanha “Setembro Dourado” acontece durante todo o mês de setembro

Campanha trata a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

Foto: Freepik

Por: Fernanda Vilas Boas no dia 29 de setembro de 2022 às 18:40

Reportagem publicada originalmente no Jornal Metropole em 29 de setembro de 2022

A campanha “Setembro Dourado”, representada mundialmente com o símbolo do laço dourado, acontece durante todo o mês de setembro com o intuito de mobilizar a população e as entidades públicas sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil.

O GAAC-BA, sendo uma dessas entidades públicas, tem como missão prestar assistência e apoio à criança e ao adolescente na realização do tratamento da doença, que, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), quando diagnosticada precocemente, tem 80% de chance de cura. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), estima-se que, no mundo, 215 mil novos casos são diagnosticados ao ano em crianças menores de 15 anos, e cerca de 85 mil em adolescentes entre 15 e 19 anos.

SINAIS E SINTOMAS

Segundo a Diretora de Relações Institucionais e de Assistência ao Paciente do GACC-BA, Nubia Mendonça, os sinais de aparecimento e sintomas da doença são inúmeros, e podem aparecer em qualquer órgão ou sistema da criança ou do adolescente. Dentre os tipos de tumores mais comumente encontrados, estão: as leucemias, os tumores do sistema nervoso central, os linfomas, os osteosarcoma e o tumor de Wilms, onde a criança pode apresentar sintomas como irritabilidade, desequilíbrio ao andar, vômitos acompanhados de dores de cabeça, perda de peso, dores nos ossos ou nas articulações e fraqueza, conforme dados divulgados pelo INCA.

O câncer infantojuvenil, diferente do câncer do adulto, afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação, e por serem predominantemente de natureza embrionária, os tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, sendo um fator que, geralmente, pode proporcionar melhor resposta aos tratamentos atuais. O tratamento da doença compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicadas de maneira individual e específica para cada tipo de tumor, no qual exige um trabalho coordenado por uma equipe multidisciplinar. O INCA aconselha ainda que, a cura não deve se basear somente com a recuperação biológica, mas também levando em consideração os aspectos do bem-estar e da qualidade de vida do paciente.