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Macaco Gordo transforma cobertura do Carnaval de Salvador em experiência íntima, irreverente e coletiva

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Macaco Gordo transforma cobertura do Carnaval de Salvador em experiência íntima, irreverente e coletiva

Com uma linguagem que nasce da rua, a Macaco Gordo rompe protocolos, faz escola e transforma a cobertura do Carnaval de Salvador em experiência íntima, irreverente e coletiva, dentro e fora da tela

Macaco Gordo transforma cobertura do Carnaval de Salvador em experiência íntima, irreverente e coletiva

Foto: Júlia Mariani/Macaco Gordo

Por: Metro1 no dia 12 de fevereiro de 2026 às 07:30

Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 12 de fevereiro de 2026

O Carnaval de Salvador começou antes do relógio oficial marcar a largada. Pelo menos para quem acompanhou a cidade pelos olhos da Macaco Gordo. Antes do primeiro trio ganhar a avenida, a festa já se espalhava pelas telas, pelos comentários ao vivo e por uma linguagem que se afastou do protocolo e aproximou a transmissão do chão da rua, do balanço da praça. Foi assim que a produtora baiana transformou sua cobertura em referência nacional. Ou seja, não pela grandiloquência, mas pela intimidade com o caos organizado da folia.

Em 2026, a Macaco volta para o terceiro ano consecutivo de transmissão ao vivo no YouTube, com um projeto mais consciente do próprio tamanho e do próprio tom. Rebatizado, o Carnaval da Macaco deixou para trás o nome Salvador Carnaval do Brasil e assumiu, sem rodeios, a identidade que já vinha sendo construída na prática. A mudança não foi cosmética: foi um gesto de reconhecimento de uma linguagem que misturou técnica apurada, improviso e irreverência como método.

A cobertura, agora, passou a operar completamente fora do engessamento tradicional. Fala com quem está em casa como quem conversa no meio da pipoca. Observa o detalhe que escapa à câmera oficial e trata o Carnaval como experiência - não como vitrine. O trio elétrico segue sendo o centro, mas nunca limite. O olhar se espalha pela rua, pelos bastidores, pelos intervalos e pelos ruídos que fazem a festa ser o que ela é.

Ao lado do Grupo Metropole, a Macaco Gordo ampliou esse alcance e levou o Carnaval para além da imagem. Neste ano, a transmissão também chegou à Rádio 88.3 FM, conectando públicos distintos à mesma pulsação. O resultado foi um Carnaval impulsionado por múltiplas plataformas, sem perder a espontaneidade que sustenta o projeto desde o início.

Quebras de todos os recordes

Os números ajudam a entender o tamanho do fenômeno, mas não explicam tudo. Em 2025, a transmissão superou 80 milhões de impressões, alcançou 5 milhões de pessoas e acumulou 25 milhões de visualizações. Mais do que métricas, os dados revelaram envolvimento: comentários em tempo real, audiência fiel e um público que reconheceu na Macaco um espaço de pertencimento. 

Com mais de 1 milhão de inscritos, o canal se consolidou como ponto de encontro para quem busca uma cobertura sem filtro, com humor, sotaque e identidade soteropolitana. E os números do pré-Carnaval indicam com clareza que os recordes serão quebrados com folga ao fim da folia.

Para se ter ideia, o balanço da cobertura do Furdunço, no sábado (07), e o Pipoco, na terça (10) mostra um salto de 60% no número de visualizações, no comparativo com o mesmo período de 2025 – de 592 mil views para 950 mil. O total de novos inscritos no canal do YouTube subiu 26,36%, saindo de 19 mil para 24 mil, enquanto o de horas assistidas saltou 36%, de 264 mil para 360 mil.

Salto exponencial

Nada se compara, contudo, ao boom de visualizações do canal. Os primeiros quatro dias de cobertura da Macaco em 2025 somaram 1,4 milhões de views pelo YouTube. Já este ano, até o momento, a soma está em 4 milhões. O que representa um aumento de impressionantes 185%.

“Esse fenômeno se deve a dois fatores. O primeiro é que o Carnaval da Macaco é transmitido de uma perspectiva totalmente diferente das demais coberturas, com foco no povo. A festa mudou, e a gente acompanhou essa mudança, com uma linguagem que nos favorece. O outro ponto é que acompanhar a gente na folia tá virando hábito consolidado. Já somos líder na cobertura pela internet. Aumentou, inclusive, o total de pessoas que nos assiste pelo aparelho de TV”, explica João Pedro Caldas, responsável pela área de mídias digitais da produtora.

Da rua e da tradição

O Carnaval da Macaco também esteve ou estará presente na cobertura dos rituais mais simbólicos do Carnaval de Salvador, reforçando o compromisso do projeto com a cultura popular e com as manifestações que nascem da rua. Entre elas, a Mudança do Garcia e a saída do Ilê Aiyê, no Curuzu. A cobertura incluiu ainda o Banho de Mar à Fantasia, realizado na Ladeira da Preguiça, no Centro Antigo de Salvador. O evento resgata práticas carnavalescas históricas ao reunir moradores, artistas e foliões em cortejos festivos que ocupam as ruas até o encontro coletivo com o mar.

Irreverência como método
Durante os dias oficiais do Carnaval de Salvador, entre 12 e 17 de fevereiro, a presença é contínua. A Macaco ocupa os circuitos com mais de 20 câmeras espalhadas, acompanha blocos, artistas e multidões e traduz o pulso da cidade em tempo real. Não se trata apenas de mostrar quem passa, mas de contar histórias, reagir ao inesperado e transformar a transmissão em um espaço vivo, onde o Carnaval acontece como ele é: caótico, criativo, popular e profundamente humano. 

No Carnaval da Macaco, a irreverência não apareceu como adereço — foi método. Um jeito de rir do improviso, acolher o erro, celebrar o excesso e entender que, em Salvador, o Carnaval não se explica: se atravessa. Mesmo à distância.

Transmissão reúne time com a cara da produtora 

O time de apresentadores reúne vozes já familiares ao público: Matheus Buente, Goka Maciel, Júlia Lordelo, Cristiele França, Kamille Martinho, Dom Chicla, James Martins, Daniel Ferreira, Carol Prado, Tiago Banha, Beberes, Malfeitona, Magali Moraes e Taysa Laís, levando o caos criativo para dentro da festa, do jeito que o povo gosta. 

Além das câmeras espalhadas pelas ruas e pelos camarotes, existe um verdadeiro QG onde tudo acontece. É dali que a operação ganha forma, com decisões em tempo real, coordenação fina e muito jogo de cintura. Por trás das telas, mais de 120 profissionais trabalham sem parar para garantir que cada imagem, cada entrada no ar e cada detalhe chegue ao telespectador, sem deixar a festa esfriar um segundo sequer.

Do piloto à consolidação
A compreensão do que viria a ser a transmissão da Macaco começou a se desenhar ainda em 2023, durante um projeto-piloto quase intuitivo. À época, a ideia era simples: não ficar de fora. Mesmo à distância, foi ali que Chico Kertész, diretor da Macaco Gordo, passou a conduzir a cobertura e acabou identificando o eixo central do projeto. “Ali a gente entendeu que a rua podia ser o nosso estúdio”, relembra. A partir dessa percepção, a equipe passou a operar com o foco deslocado do palco para o povo, apostando em uma imersão menos asséptica do que a televisão tradicional, capaz de devolver o Carnaval para quem o constrói.

Em 2024, já com a transmissão assumida como projeto, os desafios se impuseram. A experiência revelou limites, ajustes e descobertas. “Foi um ano difícil. A gente estava aprendendo muita coisa, porque Carnaval é diferente de qualquer outra transmissão”, rememora Chico. Ainda assim, o aprendizado se traduziu em evolução. Linguagem, formato e apresentação foram sendo lapidados até que a identidade da Macaco se tornasse reconhecível e respeitada. O resultado apareceu tanto na resposta do público quanto nos números, com recordes sucessivos de audiência, interação, comentários e compartilhamentos ao longo dos dias de folia.

Festa sem filtro

Agora, na terceira edição, Chico Kertész avalia que o projeto chega a um estágio de consolidação. A transmissão ganhou corpo sem renunciar ao princípio que a originou. “O que a gente entrega é o Carnaval de verdade, sem filtro”, resume. Um Carnaval visto da rua, vivido em tempo real e compartilhado como experiência coletiva, onde o artista divide espaço com o folião, e a cidade deixa de ser cenário para se tornar protagonista.

Em 2026, o Carnaval da Macaco conta com o patrocínio de O Boticário, Salvador Shopping, iTS, Assaí e Governo do Estado, marcas e instituições que reconhecem a potência cultural do projeto e se somam à missão de ampliar o acesso, fortalecer a economia criativa e valorizar as múltiplas expressões do Carnaval de Salvador, dentro e fora da tela.