
Jornal Metropole
Dever fora de caso: O Bahia está invicto longe da Fonte Nova
Bahia de Ceni segue bem-sucedido longe da Fonte Nova, com 100% de aproveitamento no Brasileiro, e responde críticas ao treinador dentro de campo

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 19 de março de 2026
A voz do povo nem sempre é a voz de Deus. Apesar de parte da torcida clamar pela saída de Rogério Ceni, o Bahia parece ter solucionado sua principal deficiência na temporada anterior: ganhar fora de casa. O Tricolor apresentou uma clara evolução em relação ao ano passado, quando atuar longe da Fonte Nova era como se o Super-Homem tivesse sido exposto à Kryptonita, a fraqueza do herói. No entanto, o time que parecia ter peito de aço dentro de casa ainda não se mostrou em 2026.
No Campeonato Brasileiro deste ano, o Bahia mantém aproveitamento de 100% sem o mando de campo. Derrotou Corinthians, Vasco e Internacional, que nunca havia sido vencido no Beira-Rio pelo Esquadrão nos Brasileirões. No ano, são oito partidas fora de casa, seis triunfos, um empate e a única derrota que não poderia ter tido.
No caso, contra o O’Higgins. O que resultou na eliminação precoce da Libertadores. Em casa, além de não conseguir classificar na competição internacional, houve empates agridoces contra Fluminense e Vitória no Brasileirão, mas além de ter vencido o Bragantino na Fonte Nova, o Bahia ainda se mantém invicto em seu território, na atual temporada.
Fora Ceni?
Entre erros e acertos, classificações e eliminações, o Bahia figura no G4 do Brasileiro e é o atual campeão baiano. O Tricolor segue convencendo fora de casa e ainda não deu margem para ser contestado na Fonte. Mesmo nos tropeços, Rogério Ceni ainda mantém um trabalho consistente e um time competitivo. Isso torna os pedidos por sua saída, no mínimo, questionáveis. O Esquadrão pode não ser o Super-Homem mesmo, mas Ceni também não é o Lex Luthor.
Duas vias
A convocação de Ancelotti revela o olhar para a novidade, como é o caso da presença de nomes como Igor Thiago e Rayan, que vêm tendo destaque no futebol inglês, mas realça também fragilidades nítidas na geração do Brasil. A convocação de Danilo e Alex Sandro, dois medalhões de idade avançada, são uma prova da escassez na posição de lateral no Brasil e no futebol mundial.
Sem vigor
A ausência de Neymar foi tão comentada quanto a presença dos outros nomes na lista de Ancelotti. Seja pra comemorar ou lamentar, o camisa 10 segue nos holofotes mesmo quando não está em campo. Carlo Ancelotti ainda flerta com uma possível convocação do craque para a Copa do Mundo, ao indicar que sua capacidade técnica não é o problema, mas sim a aptidão física.
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