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Copa do Mundo 2026: conheça as três seleções que podem atrapalhar o sonhado hexa do Brasil

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Copa do Mundo 2026: conheça as três seleções que podem atrapalhar o sonhado hexa do Brasil

A Seleção Brasileira está longe de ser a grande favorita para vencer a Copa do Mundo 2026 e vai encontrar dificuldades contra outras grandes equipes; saiba quais

Copa do Mundo 2026: conheça as três seleções que podem atrapalhar o sonhado hexa do Brasil

Foto: Nelson Terme/CBF

Por: Vitor Bahia no dia 04 de junho de 2026 às 11:00

Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 4 de junho de 2026

Mais uma vez, o Brasil chega para a Copa do Mundo ainda longe do clube dos favoritos. A expectativa sobre a seleção liderada por Carlo Ancelotti cresceu progressivamente com os bons resultados contra Croácia e Panamá, mas os triunfos ainda estão longe de garantir o mesmo favoritismo que tinha em 2022, quando chegou como primeira colocada no ranking de seleções da Fifa. este ano, outras equipes fizeram um ciclo mais consistente e são os oponentes que mais podem dificultar a caminhada da Seleção Brasileira ao sexto título.

A Espanha, atual campeã da Eurocopa, é tida por muitos como a seleção coletivamente mais forte do torneio. Passeou contra a França, tanto na Euro quanto na Liga das Nações, e conta com jogadores que personificam o controle de jogo característico do futebol espanhol, como Pedri, Rodri e Fabián Ruiz. Além da eficácia em conjunto, os hispânicos possuem um trunfo chamado Lamine Yamal, grande sensação do futebol mundial.

A França pode não ter o coletivo mais sólido, mas se destaca pelo elenco estrelado: Cherki, destaque do Manchester City; Mbappé, que possui 12 gols em copas; Dembelé, atual Bola de Ouro; Olise, principal novidade da temporada do Bayern de Munique; e Désiré Doué, o jovem talento bicampeão europeu pelo PSG. A geração francesa é a que mais chama a atenção do mundo. Não à toa foi campeã mundial em 2018 e vice em 2022. Com as renovações de talentos, espera-se que os franceses cheguem longe mais uma vez.

Atual campeã do mundo e da Copa América, a Argentina ainda não apresentou sinais de queda. Jogadores importantes da seleção dos hermanos envelheceram, como Lionel Messi, mas outros que chegaram à Copa passada como novatos estão hoje no ápice de suas capacidades, a exemplo de Julián Alvarez. O time do técnico Lionel Scaloni foi o melhor das Eliminatórias sul-americanas e se manteve muito constante no ciclo, com e sem Messi. O camisa 10 pode estar com 38 anos, mas está a quatro gols de bater o recorde de Klose, com 16 gols, e se tornar o maior artilheiro da história da competição.

Apesar da pouca esperança em levar o tão sonhado hexa nesta edição do Mundial, especialmente pela falta de constância nos últimos quatro anos, o Brasil já levou o troféu em anos nos quais chegou ao torneio após um ciclo de altos e baixos, como em 1994 e 2002. No entanto, também já perdeu copas quando foi favorito, casos de 1982, 1986 e 2006. Ancelotti é um treinador credenciado para fazer a Seleção crescer de produção durante o Mundial, e a história mostra que a falta de favoritismo nunca impediu o Brasil de conquistar o topo do pódio.

Ponto de interrogação

O amistoso entre Brasil e Panamá colocou uma pulga atrás da orelha de Ancelotti. Se a formação com quatro atacantes e dois meias estava certa para o italiano, a partida de domingo (31) mudou tudo. O esquema formado pelos reservas, com três meias e três atacantes, se saiu melhor que o titular. O destaque da partida foi Danilo e Paquetá, que saíram do banco e pediram passagem no time principal.

Vence, mas não convence

Apesar de não convencer, o Bahia derrotou o Botafogo após uma expulsão infantil do goleiro alvinegro. Mais que ganhar bonito, o Esquadrão precisava apenas ganhar para sair da sequência de quase dez jogos sem vencer. O triunfo veio e o Tricolor saltou para a sexta colocação, a apenas quatro pontos do G4. O bom desempenho no início do ano salvou o time nesta fase da temporada.