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De volta à realidade: Bahia e Vitória se reorganizam após Copa do Mundo
Bahia e Vitória se reforçam para a segunda metade da temporada com objetivos diferentes. O primeiro busca reverter a má-fase; o segundo, manter a boa sequência

Foto: EC BAHIA\ Rafael Rodrigues
Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 16 de julho de 2026
Acabou o milho e a pipoca da Copa do Mundo, e agora Bahia e Vitória retomam suas atividades nas competições nacionais. A pausa no futebol de clubes é o momento em que os times se reformulam com contratações, descansam elenco e podem crescer do patamar que estavam na temporada. No entanto, também é o momento em que alguns jogadores terminam seus contratos, são vendidos, e equipes em boa sequência decaem. A dupla baiana tem objetivos diferentes neste retorno. Enquanto o Rubro-Negro busca se manter em uma evolução progressiva, o Tricolor precisa dar uma resposta urgente.
O Vitória encerrou a primeira metade do ano como campeão da Copa do Nordeste, classificado para as oitavas da Copa do Brasil e em uma crescente satisfatória no Campeonato Brasileiro. Foram oito vitórias nos últimos 11 jogos oficiais disputados. Apesar de alguns nomes como Ronald, Renzo López e Riccieli estarem de saída, a torcida rubro-negra enxergou as novas contratações com bons olhos. Entre os atletas que chegam para o Leão nesta janela, estão: o volante Walace, campeão olímpico, o meia Tomás Pochettino, o lateral-direito Fabiano Souza e o zagueiro Emanuel Brítez.
O enredo em torno do Bahia já é bem diferente. O time vinha de uma das piores fases desde que Rogério Ceni assumiu o comando técnico, com derrotas e eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, além de queda livre na tabela do Campeonato Brasileiro. As contratações da primeira janela de transferências de 2026 foram remendos insuficientes para estancar a sangria do elenco desgastado no primeiro semestre. Na segunda janela, chegaram o zagueiro Marco Moreno e o goleiro Guido Herreira, reforços que podem assumir titularidade, além de Alejo Veliz, centro-avante, que teve contrato assinado ainda na primeira janela.
Ambos os times realizaram contratações pontuais para reforçar fragilidades, não somente para oferecer mais opções para compor elenco. O Rubro-Negro mira o confronto das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Athletico Paranaense. Para o Bahia, por outro lado, restaram apenas o Campeonato Brasileiro para disputar e a pressão de fazer uma campanha superior à do último ano, quando se classificou apenas para a pré-Libertadores. O Vitória sonha alto, e o Esquadrão está abaixo do que projeta, mas a segunda metade da temporada pode trazer uma reviravolta para as equipes.
Túnel do tempo
O roteiro da Seleção Francesa, nesta Copa do Mundo, se assemelha muito ao Brasil de 2006. Supercraques em suas melhores fases, um quadrado mágico composto por Mbappé, Dembelé, Olise e Doué, como o Brasil tinha Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Robinho e Adriano. A expectativa, assim como daquela Seleção Brasileira, era de ser campeã com uma superioridade considerável contra as outras equipes. No entanto, o fim foi o mesmo: ambas a foram eliminadas após dominadas em campo.
O retorno de Conor McGregor ao octógono foi tão melancólico que pode ser, na verdade, o fim da sua carreira. Desde 2021, o irlandês não lutava no UFC, e nos primeiros segundos do duelo contra Max Holloway, sábado passado (11) sofreu uma lesão que o impossibilitou de continuar a luta. Agora com três derrotas seguidas, será muito difícil ver o duplo-campeão do UFC voltar a lutar tão cedo.
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