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Gatinho fora de casa: Vitória figura entre piores times do Brasileirão como visitante

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Gatinho fora de casa: Vitória figura entre piores times do Brasileirão como visitante

Vitória faz uma das melhores campanhas do Brasileirão como mandante, mas uma das piores da Série A quando joga longe do Barradão

Gatinho fora de casa: Vitória figura entre piores times do Brasileirão como visitante

Foto: Victor Ferreira/ EC Vitória

Por: Vitor Bahia no dia 30 de julho de 2026 às 10:00

Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 30 de julho de 2026

O Vitória é o segundo pior time do Campeonato Brasileiro fora de casa em 2026. O Leão, que se orgulha da sua força no Barradão, fora dele vira um gatinho que pouco oferece perigo aos adversários. Essa narrativa, no entanto, já não surpreende a torcida do Rubro-Negro, mas a frustra, porque jogar longe do território caseiro é um terror que a equipe carrega consigo desde o Brasileirão do ano passado.

Ainda sem vencer fora de casa neste ano, o Vitória conquistou somente quatro dos 33 pontos possíveis. Em 11 jogos, perdeu sete e empatou quatro, marcou somente sete gols e sofreu 24. Como visitante, é o segundo pior time entre os 20 que disputam a competição, perdendo só para a Chapecoense. A situação do Leão é um problema que se repete, pois em 2025 o time também foi o segundo pior fora de casa, atrás somente do Sport. A dificuldade já é conhecida, mas a solução ainda não.

A fragilidade do time como visitante é ainda mais exposta quando se observa o desempenho do Vitória no Barradão. O Rubro-Negro é o quarto melhor mandante do campeonato, com 22 pontos conquistados dos 27 possíveis, até o fechamento desta edição. São nove jogos, sete vitórias, um empate e uma derrota, com 15 gols marcados e apenas três sofridos, o segundo melhor saldo de gols entre os mandantes. 

A fragilidade do Vitória como visitante ainda não tem uma explicação clara. Será a falta da torcida que apoia como um 12º jogador? Ou uma equipe que não criou casca longe de casa? Enquanto a causa não for definida, o time seguirá entregando menos do que demonstrou ter capacidade. Fora do Barradão, o Leão faz campanha de time rebaixado, mas nele joga como um classificado para a Libertadores. E a falta de equilíbrio faz com que a equipe permaneça no meio de tabela.

Volta que não foi

Após parte da torcida clamar pela queda de Rogério Ceni do comando técnico do Esquadrão, o Bahia tem conseguido dar a volta por cima na má fase que enfrentava. Claro que as quedas precoces na Copa do Brasil e Libertadores ainda vão gerar remorso, mas após toda a turbulência, o time, até o fechamento desta edição, está em sexto colocado, com apenas dois pontos de distância para o quarto. 

Hora da redenção

Pouco se fala do quanto o lateral Román Gómez, do Bahia, está atuando bem. No primeiro semestre do ano, a nova contratação do clube foi jogada para escanteio, sem receber muitas oportunidades, até o volante Acevedo passou a ser utilizado na lateral direita como um “tapa-buraco” invés do argentino. Gómez voltou da pausa da Copa do Mundo marcando gol e com boas atuações contra Corinthians e Atlético Mineiro, correspondendo a uma posição que parecia ter virado lacuna no time.