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Moraes arquiva investigações sobre blitze da PRF no 2º turno de 2022

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Moraes arquiva investigações sobre blitze da PRF no 2º turno de 2022

STF entendeu que não há provas mínimas contra delegados e que outros investigados já foram julgados no caso da trama golpista

Moraes arquiva investigações sobre blitze da PRF no 2º turno de 2022

Foto: Luiz Silveira/STF

Por: Metro1 no dia 22 de janeiro de 2026 às 12:33

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (22) arquivar as investigações contra delegados da Polícia Federal que foram acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022. As informações são da CNN.

Segundo o magistrado, não há indícios mínimos da prática de crime da parte dos delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, apesar de ambos terem sido indiciados pela PF em agosto de 2024. O arquivamento também foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de provas.

Na decisão, Moraes afirmou que não foram apresentados elementos concretos que justificassem a abertura de inquérito, como descrição de condutas típicas, meios utilizados ou eventuais prejuízos causados. Na mesma petição, também eram investigados Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Marília Ferreira de Alenca, cujos casos foram igualmente arquivados, já que os três foram condenados pela Primeira Turma do STF no julgamento da trama golpista, não sendo possível nova condenação pelos mesmos fatos.

O ministro também determinou o arquivamento da investigação contra Fernando de Souza Oliveira, que já havia sido absolvido pelo STF no âmbito dos processos sobre a tentativa de golpe de Estado. Em 2025, as blitze da PRF realizadas no segundo turno da eleição presidencial de 2022 passaram a integrar a denúncia da PGR sobre a trama golpista, deixando de ser analisadas como um caso separado.

No segundo turno, mais de 2 mil ônibus foram parados em bloqueios no Nordeste, região onde o então candidato Lula (PT) tinha ampla vantagem eleitoral sobre Jair Bolsonaro (PL).