
Justiça
Marielle virou alvo após recuo em plano contra Freixo, diz PGR
Primeira Turma do STF começa a julgar nesta terça-feira (24) os acusados de articular o assassinato da vereadora Marielle Franco

Foto: Reprodução/Facebook
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta terça-feira (24) que os irmãos Domingos Brazão e João Francisco Brazão, o Chiquinho, chegaram a cogitar a execução do então deputado Marcelo Freixo antes de optarem pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.
Segundo a acusação, a decisão ocorreu após sucessivos confrontos políticos com o PSOL e, posteriormente, com a atuação de Marielle. De acordo com a PGR, os irmãos estariam “fartos” das disputas e decidiram pelo homicídio da parlamentar.
Na tese apresentada, a vereadora teria se tornado alvo alternativo da organização criminosa. Em sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, afirmou que ações do partido prejudicaram loteamentos irregulares ligados a planos futuros dos irmãos, sobretudo na região de Jacarepaguá.
Respondem à ação penal Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro; João Francisco Brazão; o delegado Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves Pereira; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca. A PGR pede a condenação por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
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