
Justiça
Ministro do STJ nega acusações de importunação sexual em defesa ao CNJ
Marco Buzzi é alvo de processo administrativo e de investigação no STF; caso pode resultar em aposentadoria compulsória ou demissão

Foto: José Alberto/STJ
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, apresentou defesa prévia no processo administrativo que tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele é acusado de importunação sexual contra duas mulheres, uma jovem de 18 anos e uma ex-servidora de seu gabinete.
No documento encaminhado ao CNJ, o magistrado nega as acusações e afirma ser inocente. Na semana passada, o Conselho solicitou à Polícia Civil de Santa Catarina imagens da praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, onde um dos episódios teria ocorrido. O pedido partiu da acusação.
Com a apresentação da defesa, o processo entra agora na fase de instrução, etapa em que defesa e acusação poderão indicar testemunhas e produzir provas. O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, poderá determinar diligências adicionais para apurar os fatos.
Encerrada a instrução, caberá ao presidente do CNJ, Edson Fachin, marcar a data do julgamento. Entre as penalidades possíveis estão aposentadoria compulsória ou demissão do cargo.
Além do processo administrativo, Buzzi também é investigado criminalmente no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, e responde a sindicância interna no STJ.
A primeira denúncia aponta que o ministro teria importunado sexualmente uma jovem de 18 anos no dia 9 de janeiro, durante um encontro em que ambos entraram no mar na praia do Estaleiro. A segunda acusação sustenta que ele teria assediado uma ex-funcionária ao longo de três anos.
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