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Mendonça autoriza deslocamento de Daniel Vorcaro para depor no Senado

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Mendonça autoriza deslocamento de Daniel Vorcaro para depor no Senado

Dono do Banco Master cumpre medidas cautelares e poderá comparecer com escolta da Polícia Federal, mas presença não é obrigatória

Mendonça autoriza deslocamento de Daniel Vorcaro para depor no Senado

Foto: Divulgação/Banco Master

Por: Metro1 no dia 27 de fevereiro de 2026 às 15:51

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o deslocamento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento no Senado Federal.

A oitiva está prevista para 10 de março, às 11h, no contexto das apurações sobre a suposta fraude financeira envolvendo a instituição.

A decisão do STF foi necessária porque Vorcaro cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar a comarca onde reside. Apesar da autorização para o deslocamento, o comparecimento não é obrigatório.

Na decisão, Mendonça ressaltou que a ida ao Senado depende de “prévia manifestação expressa do investigado, formal e inequívoca quanto à sua opção positiva pelo comparecimento”.

O empresário também havia sido convocado para depor em uma comissão parlamentar mista de inquérito na segunda-feira (23), mas optou por não comparecer após decisão do ministro que tornou facultativa sua presença. Segundo Mendonça, mesmo convocado, ele não é obrigado a participar com base no direito à não autoincriminação.

De acordo com a CNN Brasil, Vorcaro decidiu evitar exposição política. Ele é investigado por suposto envolvimento do Banco Master em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, especialmente relacionados a empréstimos consignados.

Caso decida comparecer, o ministro determinou que o deslocamento seja feito em aeronave da Polícia Federal ou em voo comercial, com escolta e vigilância contínua da corporação. A decisão também assegura o acompanhamento de advogado durante todo o procedimento.

Parlamentares que acompanham o caso já se reuniram com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, com o presidente do STF, Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar do andamento das investigações.