
Justiça
PF investiga tentativa de suicídio de “Sicário” e enviará vídeos do caso ao STF
Preso na Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Mourão teve morte encefálica após tentativa de tirar a própria vida na sede da Polícia Federal em Minas Gerais

Foto: Reprodução/PF
A Polícia Federal (PF) investigará a suposta tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ocorrida nesta quarta-feira (4), após ele ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Segundo a corporação, o caso aconteceu na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Nesta quinta-feira (5), fontes da PF afirmaram que ele entrou em protocolo de morte encefálica. Na noite de quarta-feira, porém, a corporação informou em nota que “não confirma as notícias veiculadas na imprensa que atestam a morte do custodiado”.
A PF informou ainda que abrirá um procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido e que encaminhará ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica da tentativa.
Segundo a investigação, Mourão exerceria papel importante na organização das atividades de um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, denominado “A Turma”.
De acordo com a decisão judicial, ele seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário. Conversas analisadas pelos investigadores indicam que a estrutura teria financiamento mensal de cerca de R$ 1 milhão para custear as atividades e remunerar integrantes.
As mensagens também apontam que os recursos seriam repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e distribuídos entre os participantes do grupo. A investigação cita ainda a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
Com base nos elementos reunidos, Mendonça autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados na nova fase da operação, diante de indícios de tentativa de interferência nas apurações.
Ainda na noite de quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um utilitário Land Rover Range Rover pertencente a Mourão durante abordagem na BR-381, em Pouso Alegre (MG). O veículo blindado, avaliado em mais de R$ 700 mil, estava com um casal que afirmou que o carro pertencia a um amigo.
Após consulta aos sistemas, os policiais identificaram que o automóvel estava registrado em nome do investigado e possuía restrição de circulação determinada pelo STF, além de irregularidades no licenciamento. O veículo foi apreendido e encaminhado para custódia, à disposição da Justiça.
Nenhum material ilegal foi encontrado com os ocupantes do carro, e eles não possuíam mandados de prisão em aberto.
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