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Estado de "Sicário" é gravissímo, diz Secretária de Saúde de MG

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Estado de "Sicário" é gravissímo, diz Secretária de Saúde de MG

Luiz Phillipi Mourão tentou se matar enquanto aguardava audiência de custódia na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte; PF abriu inquérito para apurar circunstâncias do caso

Estado de "Sicário" é gravissímo, diz Secretária de Saúde de MG

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 06 de março de 2026 às 07:49

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (5) que é gravíssimo o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário”. Ele foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Segundo a Polícia Federal (PF), Mourão tentou se matar na quarta-feira (4) na Superintendência da corporação em Belo Horizonte, onde aguardava audiência de custódia. Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII.

Na noite de quarta, a PF informou que médicos da unidade haviam constatado morte cerebral. Minutos depois, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou nova informação, afirmando que ele permanecia internado em estado grave no CTI.

A informação mais recente é da defesa da família. Segundo o advogado Robson Lucas, Mourão continua vivo e internado no CTI do Hospital João XXIII. O diretor da unidade informou à defesa que o quadro segue gravíssimo, mas estável, sem indicação, por enquanto, de abertura de protocolo para investigar morte encefálica.

A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar as circunstâncias da custódia de Mourão. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que afirmou que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.

De acordo com a investigação, Mourão teria papel central na organização criminosa investigada na Operação Compliance Zero. Ele seria responsável por monitorar alvos, realizar extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e conduzir ações de intimidação física e moral.

Também foi preso na mesma operação o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe da organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. Segundo os investigadores, Mourão atuaria como “longa manus” das práticas violentas atribuídas ao grupo e receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos “serviços ilícitos”.