
Justiça
Justiça aceita pedido da PF e decreta nova prisão de MC Ryan e investigados
Pedido foi feito após o Supremo Tribunal de Justiça acatar habeas corpus feito pela defesa de Ryan e conceder liberdade dos suspeitos

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça Federal aceitou, na tarde desta quinta-feira (23), o novo pedido feito pela Polícia Federal (PF) e determinou a prisão preventiva dos cantores Mc Ryan SP, Mc Poze do Rodo, o criador da Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e de outros 29 investigados por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e uso de redes sociais para mascarar o lucro do crime organizado.
Ainda nesta quinta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia ordenado a soltura dos MCs e de Raphael, presos em 15 de abril durante operação da PF. A investigação aponta suspeita de lavagem de cerca de R$ 1,6 bilhão ligada a apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas e criptomoedas. Informações são do g1.
Decisão do STJ
O ministro Messod Azulay Neto entendeu que a prisão temporária de 30 dias foi ilegal, já que a Polícia Federal (PF) havia solicitado prazo de cinco dias, que já havia terminado. Com isso, o habeas corpus foi estendido a outros investigados na mesma operação. MC Ryan segue no Centro de Detenção de Belém, em São Paulo, ainda sem data definida para saída.
Origem da investigação
O caso surgiu das operações Narco Vela e Narco Bet, em 2025, que apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas e drogas. A PF analisou dados do iCloud de um contador suspeito, com registros de transferências, contratos e mensagens. Esse material revelou empresas de fachada e uma rede formada por operadores financeiros e artistas ligados ao esquema.
Papel dos investigados
MC Ryan SP é apontado como principal beneficiário, usando empresas de música para misturar dinheiro legal e ilegal, além de ocultar bens com familiares e intermediários. MC Poze do Rodo aparece ligado a estruturas usadas em rifas e apostas, como a EMPOZE, e pode responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outros envolvidos faziam gestão e repasses de valores.
Funcionamento do esquema
Os valores vinham de apostas ilegais, rifas e outros crimes, sendo divididos em várias contas para dificultar o rastreio. Depois passavam por empresas de fachada, intermediários e criptomoedas. Influenciadores ajudavam na divulgação e na imagem do grupo. A PF apreendeu carros, joias e armas, além de bloquear até R$ 1,63 bilhão em bens.
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