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Caso Master: Mendonça manda retirar tornozeleira do irmão de Ciro Nogueira

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Caso Master: Mendonça manda retirar tornozeleira do irmão de Ciro Nogueira

Ministro do STF entendeu que não há indícios de fuga ou tentativa de atrapalhar as investigações

Caso Master: Mendonça manda retirar tornozeleira do irmão de Ciro Nogueira

Foto: Divulgação/STF

Por: Metro1 no dia 04 de junho de 2026 às 10:10

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (3), a retirada da tornozeleira eletrônica de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira. A medida havia sido imposta após a quinta fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal no início de maio, que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao chamado Caso Master.

Decisão do STF

Ao revogar o monitoramento eletrônico, Mendonça avaliou que não há, neste momento, indícios de tentativa de fuga ou de ações que possam prejudicar o andamento das investigações. O ministro também considerou a colaboração de Raimundo durante o processo, incluindo a entrega espontânea de seus passaportes, entre eles o português, que sequer havia sido solicitado pelas autoridades.

Investigação continua

Apesar da retirada da tornozeleira, Raimundo permanece como investigado. A decisão não encerra sua participação no inquérito nem impede a manutenção de outras medidas cautelares. Segundo o ministro, houve redução da necessidade de fiscalização permanente por meio do equipamento eletrônico, mas as apurações seguem em andamento.

Entenda o caso

Raimundo é investigado por atuar como administrador formal da CNLF, empresa que adquiriu ações da Green Investimentos, presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. A operação chamou a atenção dos investigadores porque os papéis, avaliados em cerca de R$ 13 milhões, foram comprados por aproximadamente R$ 1 milhão.

Suspeita dos investigadores

Ao autorizar a operação em maio, André Mendonça apontou que a função exercida por Raimundo na empresa não seria apenas formal. Segundo o ministro, há suspeita de que sua atuação tenha servido para dar respaldo jurídico e documental a uma transação considerada pelos investigadores como um possível mecanismo de transferência indireta de vantagem econômica ao grupo político sob investigação.