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Toffoli vota para dar prazo de 60 dias a big techs para cumprir novas regras do STF

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Toffoli vota para dar prazo de 60 dias a big techs para cumprir novas regras do STF

Ministro também defendeu que empresas respondam por omissão na remoção de conteúdos ilegais após notificação

Toffoli vota para dar prazo de 60 dias a big techs para cumprir novas regras do STF

Foto: Luiz Silveira/STF

Por: Metro1 no dia 11 de junho de 2026 às 17:57

O ministro Dias Toffoli, do STF, votou nesta quinta-feira (11) para conceder às plataformas digitais um prazo de 60 dias para implementar as medidas determinadas pela Corte que ampliaram a responsabilidade das empresas sobre conteúdos publicados por usuários.

Relator de um dos recursos apresentados por big techs e entidades do setor, Toffoli rejeitou o pedido para que as novas regras só entrassem em vigor após o esgotamento dos recursos ou depois de um período mais longo de adaptação. Segundo o ministro, as obrigações devem começar a valer dois meses após a conclusão da análise dos questionamentos pelo Supremo.

O voto mantém a exigência de ações mais rigorosas para combater conteúdos relacionados a crimes antidemocráticos, terrorismo, racismo e induzimento ao suicídio, além de prever responsabilização em casos de falhas sistêmicas das plataformas.

Responsabilidade por omissão

Toffoli também defendeu que as empresas passem a responder solidariamente pelos danos causados quando, após serem notificadas, deixarem de remover conteúdos ilícitos sem justificativa.

"É que notificado do conteúdo ilícito, site fraudulento ou perfil falso, o provedor de aplicações também responde civilmente pelo que não fez", afirmou o ministro.

Segundo ele, a responsabilidade ocorre quando houver "inércia injustificada ou negligência" por parte da plataforma diante de uma notificação válida.

Defesa da decisão

Durante o julgamento, Toffoli rebateu críticas de que as novas regras poderiam representar censura e afirmou que o STF buscou uma solução equilibrada para o tema.

"Fomos muito equilibrados ao estabelecer por unanimidade esta tese. Não se trata de censura, como alguns alegam. Aquele que teve conteúdo retirado por determinação da plataforma pode ir à Justiça restabelecer", declarou.

O ministro também sustentou que as regras definidas pelo Supremo já produzem efeitos desde a publicação da ata do julgamento que declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, em junho do ano passado.