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STF forma maioria para condenar Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista

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STF forma maioria para condenar Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista

Deputado cassado está sendo julgado por tentar atrapalhar julgamento que apurou tentativa de golpe em 2022

STF forma maioria para condenar Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista

Foto: Luiz Silveira/STF

Por: Metro1 no dia 16 de junho de 2026 às 16:57

Atualizado: no dia 16 de junho de 2026 às 18:18

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria de votos para condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Com isso, já há maioria favorável ao entendimento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu voto, Moraes considerou que existem elementos suficientes para caracterizar o crime de coação no curso do processo. O ministro Flávio Dino, integrante da Primeira Turma, ainda não apresentou seu posicionamento.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, para pressionar autoridades brasileiras e criar um ambiente de intimidação em relação aos ministros do STF. A PGR sustenta que as iniciativas buscavam estimular possíveis medidas de retaliação internacional contra integrantes da Corte e contra o próprio país.

O ministro relator rebateu uma preliminar da defesa de Eduardo que alegava que eles estava acobertado pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar. “Não é função de deputado federal brasileio fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato e não licenciado, mesmo que estivesse no exercício, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar”, afirmou.

O parlamentar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República e responde à ação penal no Supremo. Para os investigadores, as articulações realizadas no exterior tinham como finalidade interferir no andamento do processo que investiga a trama golpista e evitar uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.