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Julgamento de PMs acusados pela morte de delator do PCC começa nesta segunda; saiba mais

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Julgamento de PMs acusados pela morte de delator do PCC começa nesta segunda; saiba mais

Antônio Vinícius Gritzbach foi morto a tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos em 2024

Julgamento de PMs acusados pela morte de delator do PCC começa nesta segunda; saiba mais

Foto: Reprodução/Redes sociais

Por: Metro1 no dia 22 de junho de 2026 às 09:50

O julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento na morte de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach começa nesta segunda-feira (22), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Apontado como delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gritzbach foi morto a tiros de fuzil em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto colaborava com investigações do Ministério Público de São Paulo sobre o crime organizado.

Além de Gritzbach, o ataque matou o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, e deixou outras duas pessoas feridas. O caso ganhou repercussão nacional pela violência da ação, considerada uma das maiores demonstrações recentes da capacidade operacional de grupos criminosos no estado.

Quem são os réus

Serão julgados o soldado Ruan Silva Rodrigues, o cabo Denis Antônio Martins e o tenente Fernando Genauro da Silva. Segundo a acusação, os dois primeiros teriam efetuado os disparos, enquanto o terceiro teria levado a dupla até o aeroporto. Presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, os três respondem por dois homicídios qualificados e duas tentativas de homicídio. Somadas, as penas mínimas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

Como será o julgamento

A previsão é que o júri se estenda até sexta-feira (26). Os jurados terão de analisar 90 quesitos para decidir sobre as circunstâncias do crime e a responsabilidade de cada acusado. Ao jornal Estadão, a defesa afirmou que os policiais negam participação no caso e sustentou que a investigação não reuniu provas suficientes para comprovar o envolvimento dos réus.

Testemunhas e foragidos

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, 21 testemunhas foram convocadas para prestar depoimento. O Ministério Público também pretende apresentar vídeos e ouvir policiais ligados à investigação. Segundo informações publicadas pelo Estadão, três denunciados seguem foragidos, entre eles um homem apontado como olheiro no aeroporto e dois suspeitos de terem ordenado a execução.