
Justiça
STF vai ouvir governo e Congresso sobre doações em ano eleitoral
Mendonça deu prazo para Planalto, Congresso, AGU e PGR opinarem sobre regra da LDO questionada pelo Novo no Supremo

Foto: DIvulgação/STF
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional prestem informações sobre a ação do partido Novo contra uma regra da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026 que trata de doações públicas em ano eleitoral.
A decisão foi assinada nesta quinta-feira (2). O ministro ainda não analisou o pedido de liminar apresentado pelo partido para suspender a regra. Mendonça determinou que o Planalto e a Presidência do Congresso Nacional prestem informações no prazo de cinco dias. Depois, a AGU (Advocacia-Geral da União) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) deverão se manifestar em três dias.
A ação do Novo questiona o artigo 95 da LDO, que estabelece que a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública, quando houver encargo para quem recebe, não configura descumprimento da Lei das Eleições. Na prática, o dispositivo afasta a incidência de uma regra eleitoral que proíbe agentes públicos de realizar transferências voluntárias de recursos nos três meses anteriores ao pleito, salvo em situações específicas, como calamidade pública, emergência ou obrigações formais já existentes.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

