Justiça

Dodge 'segurou' investigações contra Bolsonaro ao articular manutenção no cargo

Por outro lado, a assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a análise dos processos respeitou a fila, sem dar privilégio por se tratar do presidente

[Dodge 'segurou' investigações contra Bolsonaro ao articular manutenção no cargo ]
Foto : Agência Brasil

Por Juliana Almirante no dia 13 de Agosto de 2019 ⋅ 12:20

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, segurou por mais de 120 dias as apurações sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL), enquanto a articulava ser reconduzida ao posto de chefe do Ministério Público Federal (MPF) por mais dois anos, de acordo com a Folha.

Um dos casos é o de Wal do Açaí, revelado em reportagem da Folha durante a eleição do ano passado. A denúncia foi de que  Walderice Conceição, moradora de Angra dos Reis (RJ), atuou como funcionária fantasma na época em que o hoje presidente era deputado federal.

Dodge também deteve o avanço das investigações sobre o caso que envolve Nathalia Queiroz, que era ligada ao gabinete de Bolsonaro na Câmara e trabalhava como personal trainer. O episódio também revelado pela Folha. 

Nathalia é filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e o caso que se tornou estopim de investigações contra o filho do presidente.

Em resposta, a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a análise dos processos respeitou a fila, sem dar privilégio por se tratar do presidente.  Ainda nesta semana, Bolsonaro deve indicar o nome do novo titular da PGR.

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