Justiça

STF atua como 'editor' da sociedade no inquérito das fake news, diz Toffoli

Declaração foi dada em um evento virtual sobre liberdade de expressão

[STF atua como 'editor' da sociedade no inquérito das fake news, diz Toffoli]
Foto : Nelson Jr / SCO / STF

Por Juliana Rodrigues no dia 29 de Julho de 2020 ⋅ 14:00

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou ontem (28) que o Judiciário existe para “dirimir conflitos”. Segundo ele, o Supremo cumpre esse papel e atua como “editor de uma nação inteira” no caso do inquérito das fake news. A declaração foi dada em um evento virtual sobre liberdade de expressão, promovido pelo site Poder360 e pelo Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Todo órgão de imprensa tem censura interna. Em que sentido? O seu acionista ou o seu editor, se ele verifica ali uma matéria que ele acha que não deve ir ao ar porque ela não é correta, ela não está devidamente checada, ele diz: ‘Não vai ao ar’. Aí o jornalista dele diz: ‘Mas eu tenho a liberdade de expressão de colocar isso ao ar?’. Entendeu? Não é à toa que todas as empresas de comunicação têm códigos de ética, códigos de conduta, de compromisso”, disse. “Nós, enquanto Judiciário, enquanto Suprema Corte, somos editores de um país inteiro, de uma nação inteira, de um povo inteiro”.

Toffoli defendeu que a liberdade de expressão deve estar a serviço da informação e afirmou que o inquérito das fake news investiga algo muito além de “críticas contundentes contra a Corte”. Segundo ele, é uma apuração sobre “máquina de desinformação” que usa de robôs e perfis falsos para desacreditar as instituições democráticas com “a transmissão de informações fraudulentas”.

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