
Justiça
Quem é Diogo 305, influenciador dono de camarote interditado pela polícia em Salvador
Com 5,6 milhões de seguidores, rifeiro é citado em investigação que apura lavagem de dinheiro e bloqueou R$ 230 milhões em ativos

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, é o influenciador digital apontado como responsável pelo Camarote 305, no Circuito Dodô, na Barra-Ondina, interditado durante a terceira fase da Operação Falsas Promessas, conduzida pela Polícia Civil da Bahia. Com mais de 5,6 milhões de seguidores, ele ficou conhecido nas redes sociais por vídeos sobre motos, carros de luxo e sorteios online.
Além da atuação como criador de conteúdo, Diogo se apresentava como empreendedor do ramo de marketing digital e promovia rifas pela internet, com bilhetes vendidos por valores baixos e prêmios que iam de carros avaliados em R$ 200 mil a cavalos de raça. Segundo a polícia, esse modelo pulveriza as vendas e dificulta o rastreamento da origem dos recursos.
A investigação que cita o nome do influenciador teve início em 2024 e apura movimentações financeiras entre traficantes de vários estados e influenciadores digitais que exploram rifas nas redes sociais. De acordo com os investigadores, os valores arrecadados poderiam ser utilizados para alimentar organizações criminosas.
Em 2025, Diogo e Manuel Ferreira da Silva Filho, indiciado por lavagem de dinheiro, teriam comprado juntos uma aeronave avaliada em mais de R$ 12 milhões. O avião foi apreendido na operação. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 230 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.
Durante o cumprimento de mandados de busca na residência do influenciador, os agentes apreenderam cerca de dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões. O relatório policial também menciona que ele vive em um condomínio de alto padrão, de frente para a praia, em Salvador, e exibe padrão de vida considerado incompatível com a atividade declarada.
O Camarote 305 foi lacrado por decisão judicial e, após a interdição, a Justiça autorizou que o espaço seja utilizado como ponto de vigilância da polícia durante o Carnaval, inclusive para pousos e decolagens de drones de monitoramento. O espaço estaria sendo utilizado para ocultar e dissimular recursos provenientes da exploração ilegal de rifas online.
As defesas de Diogo Santos de Almeida e de Manuel Ferreira da Silva Filho não se manifestaram até a última atualização.
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