Justiça

Celso de Mello atribui antecipação de aposentadoria a "razões estritas e supervenientes de ordem médica"

Com a decisão pessoal de Mello, caberá ao presidente Jair Bolsonaro indicar um ministro para vaga

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Foto : Nelson Jr/SCO/STF

Por Cristiele França no dia 26 de Setembro de 2020 ⋅ 08:04

O ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ontem (25) que o pedido de antecipação da sua aposentadoria, de 1º de novembro para 13 de outubro, se deu por razões médicas. "Razões estritas (e supervenientes) de ordem médica tornaram necessário, mais do que meramente recomendável, que eu antecipasse a minha aposentadoria, que requeri, formalmente, no dia 22/09/2020!", escreveu Celso de Mello em nota enviada à TV Globo.

Em declaração divulgada à imprensa, Celso de Mello defendeu a independência do STF, em meio aos ataques do bolsonarismo. "Sem que haja juízes íntegros e independentes, jamais haverá cidadãos livres”, disse o magistrado.

O ministro antecipou o fim de uma licença médica e retomou hoje (25) os trabalhos no STF. Mello se afastou do gabinete em 19 de agosto, por conta de uma cirurgia. A previsão era de que ficasse licenciado até este sábado (26). Com a decisão pessoal de Mello, caberá ao presidente Jair Bolsonaro indicar um ministro para vaga.

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